Crítica de Filme: Inferno (2016)

terça-feira, 11 de outubro de 2016


Data de lançamento: 13/10/2016
Duração: 2h 02min
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Felicity Jones, Ben Foster, etc.
Gênero: Suspense/Policial
País: Estados Unidos
Distribuição: Sony Pictures

Hoje eu fui para a cabine de imprensa do filme Inferno, do diretor Ron Howard. Inferno é o quarto filme protagonizado pelo simbologista Robert Langdon (Tom Hanks). O filme é uma adaptação do livro ficcional escrito por Dan Brown e lançado no Brasil em 2013. E já vou dizendo que se você leu o livro vai ficar bem chateado porque MUITAS coisas não são nem sequer citadas e outras tantas ficam rasamente explicadas ou não explicadas mesmo.

O filme já começa com cenas de ação, Robert tem umas visões aterradoras de pessoas com a cabeça virada para trás, serpentes, rios de sangue, batalhas etc. Cenas bem impactantes que causam certo desconforto no espectador, isso é um ponto positivo.




O início do filme é o Professor Langdon acordando em um hospital com um ferimento na cabeça e seriamente desmemoriado. Ao olhar pela janela ele se dá conta de que está em Florença na Itália, mas não faz a menor ideia de como foi parar lá. Questionando a médica que está lhe atendendo, Dra. Sienna Brooks (Felicity Jones), ela lhe explica que ele deu entrada no pronto socorro sozinho, sem carteira, celular ou identidade.

No momento em que a médica está atendendo Robert, uma mulher vestida de Carabinieri (é como se fosse a nossa polícia militar) chega atirando e seu alvo é o Professor Langdon. Rapidamente Sienna o tira de lá e o leva para seu apartamento. Em meio a uma intensa perseguição, eles conseguem despistar Vayentha, que na verdade é uma assassina profissional contratada para capturar Langdon. 



Procurando por pistas em sua roupa, ele encontra em um bolso secreto de seu paletó um estranho cilindro metálico com o símbolo de risco biológico. Langdon decide abrir o tubo e descobre um osso medieval que é um pequeno projetor e mostra uma imagem sutilmente modificada do Mapa do Inferno, de Sandro Boticelli.


Mapa do Inferno - Sandro Boticelli

Os dois fogem em busca de mais pistas que possam solucionar este mistério e tudo leva a crer que tem algo a ver com o Inferno de Dante Alighieri. Enquanto eles estão fugindo há uma confusão, Robert é capturado, se separa de Sienna e depois é levado para a Dra. Elizabeth Sinskey, diretora geral da OMS - e sua velha amiga-, e ela lhe conta o que está acontecendo.

O Professor Langdon descobre que um cientista bilionário desenvolveu uma praga que pode acabar com 1/2 da população mundial e que promete resolver o problema da superpopulação da terra, e esse vírus está prestes a ser propagado. Tendo o poema Inferno, de Dante Alighieri como pano de fundo, mais uma vez Langdon precisa salvar o mundo, e ele tem menos de 12h para chegar ao local e conter a infecção. 


Palazzo Vecchio - Salone dei Cinquecento (Salão dos quinhentos)
Bem, tentei fazer um resumo beeeem sucinto mesmo do filme. Eu posso dizer que eu esperava um pouco mais de Inferno. Não acho que Ron Howard trouxe nada de novidade aos filmes protagonizados por Robert Langdon. Tive a impressão de estar assistindo mais uma vez ao O código da Vinci (pelo menos em Inferno eu não dormi zZzZz) e Anjos e Demônios, absolutamente tudo praticamente igual. Traduzindo em miúdos: mais do mesmo. 

E eu entendo que os livros são todos na mesma linha: Professor super inteligente é convocado para decifrar um segredo ou combater um vilão que ameaça destruir o mundo junto com a mocinha super inteligente numa cidade muito bonita e cheia de obras de arte. Tá, eu sei, é bem isso mesmo. No entanto, achei que faltaram muitas explicações, alguns personagens poderiam ter ganhado um destaque maior e mal foram mencionados. 

Quem não leu o livro pode ficar confuso em vários momentos, e quem leu vai estranhar o fim que Howard deu ao longa, estranhar e ficar bravo, diga-se de passagem. Simplesmente o roteirista distorceu uma parte essencial da história, no tocante à personagem Sienna, suas motivações e o destino da personagem no longa. 


Olhando pelo lado bom, podemos viajar por diversas paisagens belíssimas como Florença, Veneza e Istambul. O espectador certamente vai se interessar e se empolgar com curiosidades e os fatos históricos, como o caso da máscara mortuária de Danti Alighieri. A trilha sonora foi algo que me agradou particularmente, principalmente nas cenas de maior suspense, a música ajuda a manter a tensão e eu até prendi a respiração! 

Em suma, Inferno tem mais ação do que O Código da Vinci, mas apesar de suas duas horas de duração, ainda deixou a desejar no quesito "situar o espectador que não conhece a história". Não considero como perda de tempo, é um bom filme de ação que poderia ter sido melhor. Não há cenas picantes, mas há cenas de violência, então não recomendo para crianças ou pré-adolescentes. Certamente é um filme que poderá inspirar o espectador a buscar mais informações sobre os locais e os fatos históricos que permeiam a trama. Para mim, o saldo foi positivo, prendeu minha atenção durante duas horas! Eu não dormi, ora bolas! 

Confira o trailer abaixo:

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