Resenha: Holding up the universe (Jennifer Niven)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Holding Up the Universe
Jennifer Niven
Ano: 2016 / Páginas: 368
Lançamento nos EUA: 4 de outubro
Lançamento no BR: novembro
Idioma: inglês
Editora: Penguin

From the author of the New York Times bestseller All the Bright Places comes a heart-wrenching story about what it means to see someone - and love someone - for who they truly are. 
Everyone thinks they know Libby Strout, the girl once dubbed 'America's Fattest Teen'. But no one's taken the time to look past her weight to get to see who she really is. Since her mum's death, she's been picking up the pieces in the privacy of her home, dealing with her heartbroken father and her own grief. Now, Libby's ready: for high school, for new friends, for love, and for EVERY POSSIBILITY LIFE HAS TO OFFER. I know the part I want to play here at MVB High. I want to be the girl who can do anything.
Everyone thinks they know Jack Masselin too. Yes, he's got swagger, but he's also mastered the art of fitting in. What no one knows is that Jack has a secret: he can't recognize faces. Even his own brothers are strangers to him. He's the guy who can re-engineer and rebuild anything, but he can't understand what's going on with the inner workings of his own brain. So he tells himself to play it cool: Be charming. Be hilarious. Don't get too close to anyone.
Until he meets Libby. When the two get tangled up in a cruel high school game which lands them in group counseling, Libby and Jack are both angry, and then surprised. Because the more time they spend together, the less alone they feel. Because sometimes when you meet someone, it changes the world - theirs and yours.
Jennifer Niven delivers another poignant, exhilarating love story about finding that person who sees you for who you are - and seeing them right back.

E eu demorei MESES, sim, eu disse meses a postar essa resenha porque eu queria que ela fosse ao ar no dia do lançamento nos Estados Unidos. E é hoje!!! Eeeeee!!! Recebi esse livro em maio e degustei cada página, tendo tempo inclusive para relê-lo. E valeu cada segundo gasto relendo. A Editora Seguinte anunciou a publicação aqui no Brasil para novembro, então vou só deixar vocês com água na boca porque está por vir um livro MA-RA-VI-LHO-SO! Essa é a nossa capinha nacional que eu AMEI, obrigada a Seguinte por ter mantido. E vamos à resenha!


Holding up the Universe (Juntando os pedaços) é o novo livro da rainha Jennifer Niven. Tive o prazer de conhecer lá na Bienal, esse ser humano incrível que é a Jennifer e agradecê-la por ter criado Jack e Libby, que já se tornaram um dos meus ships literários preferidos. 

Jack Masselin, um adolescente aparentemente normal, popular, encantador, charmoso, engraçado e zueiro, mas Jack tem um segredo: ele tem uma doença chamada Prosopagnosia, que é basicamente a incapacidade de reconhecer rostos, mesmo o seu próprio! Por exemplo, ele está aqui conversando com você, mas se ele desviar o olhar de você, já não te reconhece mais. Ele usa alguns identificadores para reconhecer as pessoas, como o formato da orelha, um corte de cabelo, a voz, ou qualquer coisa que possa ajudá-lo a saber quem é a pessoa. Mas Jack é mestre na arte de se misturar, ninguém sabe do seu segredo, nem mesmo a sua família, e ele segue levando a vida. 

Libby Strout ficou conhecida como a adolescente mais gorda da América. Libby perdeu a mãe por causa de uma hemorragia cerebral, e desde então o luto e a depressão tomaram conta dela e do seu pai. Libby então começou a comer muito. A ponto de chegar um momento em que a garota não conseguia mais sair de casa e a ter que passar pela humilhação de ter que ser resgatada pela polícia e pelos bombeiros. Libby conseguiu emagrecer um pouco e agora, três anos depois, está de volta à escola, mas ela ainda tem que lidar com o seu pai, que ainda está de coração partido, e seu próprio luto.

Tudo começa com uma estúpida brincadeira na escola, Jack é desafiado a pular em cima de Libby como se ela fosse um touro. O nome da brincadeira é Fat Girl Rodeo, consiste em pular em uma garota gorda e ver quanto tempo ele fica em cima dela até ele ser arremessado. E a garota gorda escolhida foi a Libby. É muito idiota, mas ele faz mesmo assim, afinal, ele precisa se encaixar na turma. Ele pula nela e de repente Libby se vê humilhada novamente, quando tudo que ela mais queria era passar despercebida pelo ensino médio e entrar numa escola de dança, sua maior paixão. Ela não deixa barato e dá um super soco em Jack. Aliás, isso foi uma coisa que eu gostei muito na Libby: ela não se faz de coitada de jeito nenhum. Ela tem os dias ruins, claro, mas ela é feroz, e às vezes ela diz: "Quer saber, que se dane! Sou gorda mesmo e daí?" Os dois são obrigados a frequentar um grupo de aconselhamento e a princípio eles não querem, mas depois ficam surpresos com o que vão descobrindo.

E é assim que eles vão se conhecendo. Libby é a única pessoa para quem Jack contou da Prosopagnosia. E Jack lembra de Libby sendo resgatada alguns anos atrás. Mas isso ele não conta pra ela. Ele só sabe que naquela época ele queria muito conhecer aquela menina, a sua história, tendo na época invadido a casa de Libby. Os dois percebem que tem mais em comum do que poderiam imaginar e que um acabou mudando a vida do outro. Quanto mais eles ficam juntos, menos a vida é difícil, menos sozinhos eles se sentem. 

O livro é narrado na perspectiva dos dois personagens e tem alguns capítulos bem curtinhos, às vezes com um só parágrafo, o que tornou a leitura mais rápida e praticamente impossível de largar porque você fica o tempo inteiro pensando "só mais um capítulo". A construção da trama é basicamente a mesma de Por lugares incríveis, um garoto e uma garota, ambos com vidas bem ferradas cada um a seu jeito, que se encontram e encontram um no outro uma motivação para seguir em frente. 

As partes narradas por Libby são bem intensas e por muitas vezes bem pesadas. Achei Jack um pouco chatinho em alguns momentos, mas ele é um bom garoto e o final definitivamente me fez amá-lo. Tem muito mais por trás dessa história do que o que é dito na sinopse. Não se trata apenas de uma garota que infelizmente ficou conhecida em todo o país como a garota mais gorda da América, e nem só de um garoto que tem essa "cegueira facial". É uma história sobre autoaceitação, sobre você amar a si mesmo não importa o que aconteça, sobre confiança, lealdade, amizade e amor de diferentes formas. Não importa o seu tamanho, o seu peso, se você tem problemas de saúde, mentais, etc., o importante é se amar e saber que você é amado, que você é querido. Jennifer totalmente obteve êxito em sua missão, que era passar essas mensagens para os jovens leitores.

No começo achei a Libby muito obcecada por garotos e sexo, ela falava muito sobre disso, sobre como talvez nunca fosse fazer sexo com alguém pelo fato de ser uma garota gorda. Eu achava que ela exagerava um pouco, mas aí eu me olhei no espelho e vi muito da Libby em mim mesma. Assim como ela, eu tenho a autoestima muito baixa, com relação ao meu próprio peso, minha aparência e até pelos meus problemas psicológicos. É como nós achássemos que não somos dignas de sermos amadas e acabamos sabotando nossa própria felicidade. E então eu passei a ter uma enorme empatia pela Libby e tentar me imaginar no lugar dela. Nunca devemos subestimar a dor, os anseios e as limitações de ninguém. 

Recomendo muito a leitura para os fãs da autora e para quem já leu Por lugares incríveis. É uma leitura incrivelmente rápida e gostosa. Se você está começando a ler em inglês ou tem um nível de vocabulário razoável dá pra ler tranquilamente sem precisar recorrer ao dicionário, usando somente o contexto. É um YA lindo, muito comovente e cheio de lições. Um romance super emocionante sobre encontrar a pessoa que vai te enxergar de verdade, por quem você realmente é. Leiam! Leiam! Leiam!

*Este exemplar foi cedido pela Penguin Random House em troca de uma resenha honesta. 

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