Resenha: Boo (Neil Smith)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Boo
Minha Vida Após A Morte
Neil Smith
R$ 25,70 até R$ 39,50
ISBN-13: 9788568432822
ISBN-10: 8568432824
Ano: 2016 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Fábrica 231

Oliver Dalrymple é o típico “looser” americano: aos 13 anos, magro e pálido como um fantasma, está mais interessado em biologia e química do que em esportes e vida social. Um dia, enquanto se recupera de um dos frequentes episódios de bullying de que é vítima recitando a tabela periódica em frente a seu armário, ele desfalece para sempre. E é aí que sua verdadeira vida começa. O “céu” onde Oliver acorda depois do que acredita ter sido uma parada cardíaca em função de um problema congênito chama-se Cidade e é povoado por pessoas que morreram aos 13 anos, como ele e seu colega de escola Johnny Henzel, que chega dias depois de Boo à Cidade, trazendo notícias perturbadoras sobre a causa da morte deles. Notícias que mudam para sempre a percepção de Oliver Boo sobre sua personalidade e seu lugar no mundo. Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, Boo é um romance cativante sobre amizade, confiança, bullying e a difícil tarefa de ser adolescente.


Oliver é um garoto de treze anos. Franzino, muito branquinho, cabelo meio espetadinho e com dificuldades de relacionamento, acaba ganhando das outras crianças da escola, o apelido de Boo. 
O único garoto com quem Boo tinha amizade era Johnny, o skatista, descolado e popular.

Oliver tem uma obsessão: decorar todos os 106 elementos da tabela periódica. No dia em que ele finalmente recita em voz alta todos os elementos, ele morre. Como assiiiiim? Pois é, ele morre e acorda num lugar estranho, diferente e onde todos tem treze anos. É como se fosse o céu, mas onde Boo está só tem pessoas de treze anos e lá eles vivem por 50 anos, depois desaparecem e ninguém sabe o que acontece.

Boo acha que ele morreu de "coração furado". O garoto já tinha uma doença cardíaca e seus pais já haviam sido alertados de que ele poderia morrer de forma precoce. Então Oliver acha que ele simplesmente morreu de um ataque cardíaco. Passados alguns dias um novo garoto chega à "Cidade" (é assim que eles chamam o lugar onde Boo está), e não é que Boo o reconhece! O garoto é Johnny! Mas como assim? Johnny está morto?? Como? Quando? Onde? Por quê?

Johnny reconhece Boo e dá uma notícia bombástica ao garoto: ambos foram assassinados. Na escola tinha um atirador que atirou nos dois. Johnny ficou em coma por alguns dias enquanto Boo morreu na hora. Johnny fala para Boo que viu o rosto do atirador e afirma que ele está la na Cidade. E então eles começam uma aventura à procura do misterioso atirador.

Ai gente... eu sabia que ia ficar mal quando lesse esse livro. Apesar de ter uma linguagem bem tranquila e leve, ainda assim se trata de crianças que morreram. Toda hora eu fico me lembrando disso. Boo queria muito conseguir enviar uma carta aos seus pais contando de sua vida após a morte e isso me cortou o coração. Mas a Cidade é também um lugar diferente e nada nunca está fora de lugar. Se uma janela se quebra, ela se regenera. Se alguém se fere, o ferimento sara. Os estoques de comida se abastecem sozinhos. O lugar é comandado por Zig, que é meio que o "Deus" de lá e tem alguns outros personagens que aparecem lá que são bem legais de acompanhar, como as "almas caridosas". 

A história é basicamente sobre bullying, perdão, amizade, etc. Será que você é capaz de perdoar alguém que te fez muito mal? Será que o Boo é capaz? Gostei muito da narrativa do Neil Smith e do plot do livro, que é bem diferente e não vemos todos os dias por aí. O livro traz várias mensagens bacanas e pode ser lido por qualquer pessoa de qualquer idade, mas principalmente por adolescentes, pois tem muitas coisas que fazem a gente refletir. É um livro muito criativo e recomendo principalmente para quem curte fantasia.

A capa é vazada, maravilhosa de tão criativa e a diagramação também foi bem caprichada. O livro tem 106 capítulos e cada um deles é marcado por um elemento da tabela periódica. A revisão está ótima, não encontrei erros. O papel é amarelo, o que contribui para um conforto na hora de ler. Apesar da temática, é um livro leve e que vai te render boas horas de diversão. Recomendo demais!!!

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