Resenha: Achados e Perdidos (Stephen King) Trilogia Bill Hodges #02

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Achados e Perdidos
Bill Hodges # 2
Stephen King
R$ 25,90 até R$ 44,90
ISBN-13: 9788556510075
ISBN-10: 8556510078
Ano: 2016 / Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Suma de Letras


“— Acorde, gênio.”

Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.


E aí moçada, tudo certo?
Demorei muito pra postar a resenha do final desta trilogia porque estava bem enrolada com a faculdade e estava com muitas coisas atrasadas. Mas finalmente FÉRIAS, e é hora de recuperar o tempo perdido.

Hoje eu trago pra vocês a resenha das segunda parte da trilogia Bill Hodges, que é o primeiro trabalho do King como autor de livros policiais. 

Pra quem ainda não leu a resenha do primeiro, pode conferir AQUI.

Bom, Achados e Perdidos, segundo volume da trilogia, trata de um caso diferente do assassino da Mercedes, mas ainda assim tem muitas coisas que são interligadas ao primeiro livro, o que o torna indispensável para a conclusão satisfatória da trilogia. Para começar, Bill Hodges, o detetive, só aparece praticamente na metade da história, tendo ficado meio apagadinho desta. Mas vou contar um pouquinho sobre o que se trata.

John Rothstein, um famoso escritor dos Estados Unidos fora assassinado e teve seus manuscritos inéditos e muito dinheiro roubados por Morris Bellamy - seu maior fã e crítico - que inconformado com o final que John deu para seu personagem favorito, o homem resolve roubar e matar seu ídolo. Achou familiar? Pois é, eu também. Bem Misery sim!!! HaHaHa

Morris cometeu outro crime e antes de ser preso, conseguiu enterrar "seu tesouro" para dali a um tempo voltar e pegar, e finalmente ler os manuscritos que ele não tivera tempo de ler. 

Trinta e cinco anos depois, Peter Saubers, um garoto de treze anos, fascinado por livros e literatura, descobre um "tesouro" escondido na propriedade em que mora. A família de Peter estava com dificuldades financeiras, o casamento dos pais está em crise, enfim, a vida está bem difícil. Então Peter resolve guardar pra si aqueles manuscritos e usar o dinheiro de uma forma que ninguém desconfiasse da origem.

Infelizmente, Morris sai da cadeia com uma sede incrível para resgatar aquilo que ele acha que lhe pertence. Peter e sua família começam a correr um grande perigo e é aqui onde entra o Bill Hodges, junto com seus inseparáveis e intrigantes ajudantes, Jerome e Holly. 

Bem, não vou contar muito mais porque acho que já revelei até demais do enredo. Mas assim, apesar de ser meio que um elo entre o primeiro e o terceiro livro, este segundo livro é tão bom quanto o primeiro, mesmo os personagens "principais" tendo ficado meio apagados. 

A história é muito interessante e é recheada de reflexões literárias. King criou uma atmosfera perfeita para leitores vorazes, pois aqui ele mistura escritores reais e ficcionais e o resultado é um bate-papo delicioso sobre a literatura. Peter é um leitor voraz, você vai facilmente se identificar com ele, assim como eu. 

Talvez o que possa deixar o leitor que não é acostumado com os livros do King um pouco estressado, é que neste livro ele está mais descritivo do que nunca. Eu particularmente, não me incomodo e até gosto do tom excessivamente descritivo de Stephen King, porque isso me passa veracidade, é como se ele tivesse contando uma coisa que realmente aconteceu, como se o fato de a mulher enxugar a mão no pano de prato que está pendurado em um prego enferrujado ao lado da porta da cozinha que está com a tela solta, realmente tivesse importância significativa para a história. Eu gosto! HaHa

O cliffhanger para o terceiro livro é desesperador e você vai querer pegar Último Turno assim que acabar este, aposto! Recomendo demais!!! A resenha de Último Turno estará disponível amanhã, volte logo para saber o final! 

Até mais! 

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