Resenha: A Química (Stephenie Meyer)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A Química
Stephenie Meyer
R$ 34,90 até R$ 49,90
ISBN-13: 9788551000908
ISBN-10: 855100090X
Ano: 2016 / Páginas: 496
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.
Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.
Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.


Bom, começo dizendo que este livro me surpreendeu muito porque eu não esperava gostar o tanto que gostei. Eu não amei o livro, eu gostei muito e ponto. Achei legal, achei bem escrito, apesar de alguns problemas, mas gostei sim. Quer saber? Pois vem comigo!

A Química conta a história de uma mulher, que a princípio não sabemos o nome, que é uma ex agente do governo norte americano, uma médica especialista em criar substâncias químicas capazes de torturar seres humanos através de sensações horrendas, que não machucariam fisicamente a pessoa, mas os danos psicológicos eram irreparáveis. Ela está fugindo porque descobriram que ela e o professor com quem ela trabalhava, sabiam demais, e agora que o professor foi assassinado, ela também está na mira deles. Agora ela tem que viver fugindo, trocando sempre de identidade, residência, carros e até de cidade. Que vida, heim?

“Estava viva, sim, e tinha batalhado arduamente para manter essa condição, mas, durante suas noites mais tenebrosas, às vezes ficava imaginando por que motivo continuava lutando”.

O nome verdadeiro dela é Juliana, mas vou chamar de Alex e pronto. Alex é constantemente descoberta pela agência, mas por causa de sua inteligência e capacidade de criar compostos químicos mirabolantes, ela sempre consegue escapar. Mas seu ex mentor entra em contato com ela e diz que se ela realizar uma última "missão", ficará para sempre limpa e poderá ter uma vida normal. É óbvio que ela desconfia das intenções, mas em busca dessa tão sonhada paz, Alex decide encarar esta tarefa. E é óbvio que a missão é altamente perigosa e que vai colocar a vida de muita gente em perigo, incluindo a dela.

Tá, parei. 

Bem gente, eu posso dizer que a escrita da Meyer evoluiu MUITO, e significativamente desde Crepúsculo (não li A hospedeira). A gente nota que ela fez uma vasta pesquisa no que diz respeito às substâncias químicas, aos compostos, fórmulas e blá blá. Esse é um dos pontos positivos, porque é uma leitura enriquecedora e que agrega conhecimento e ativa a curiosidade do leitor. Boa, Meyer!

Já na parte da fuga, cenas de ação, eu na verdade considerei meio bleh, achei tudo muito mirabolante e não consegui engolir muita coisa. Bom, eu acho que o fato de eu ler Tom Clancy e a minha expectativa estar muito alta, acabei me decepcionando um pouco com isso. Mas curti as cenas de tortura, realmente dava agonia e um certo nervoso. 

O romance eu não gostei, mas porque eu DETESTO esse negócio de amor à primeira vista, coisa muito rápida, pá-pum, não me convenceu. Mas isso não foi exclusivo desse livro tá gente?! Eu não gosto nunca, em livro nenhum. O personagem que faz o par romântico da Alex também não me agradou, o cara é meio a Bella, um palerma. Achei ele meio pombo, não gostei.

“Nunca me senti tão atraído por alguém como me sinto por você, e senti isso desde o instante em que nos conhecemos. É como a diferença entre... entre ler sobre a gravidade e cair pela primeira vez”.

A primeira parte do livro é muuuuuuito descritiva, o que torna a leitura um pouco lenta, pois não tem muitos diálogos. Depois da página 200 a leitura fica mais intensa e você realmente deseja avançar mais na leitura para saber como as coisas vão se resolver. Mas certamente se ela cortasse umas 200 páginas ficava até melhor, a primeira parte do livro é muito arrastada mesmo. 

Achei massa o fato de a Alex ser bem #badass, super empoderada, acho que foi meio que uma redenção da Meyer, que foi muito criticada por causa da Bella e seu jeito passivo de ser. Aqui acontece o contrário, o Daniel que é passivo e a Alex é a que resolve tudo, a que é dona da p*rra toda! Gostei da Alex! 

Eu acho que esse livro vai dividir opiniões e vai surpreender muita gente, assim como me surpreendeu. Não é uma leitura rápida, não é uma leitura fácil. Não pegue achando que é uma história que não vai te fazer raciocinar. Aí que está, faz muito a gente pensar. Eu confesso que eu achava que eu ia detestar e já estava me preparando pra fazer uma resenha negativa, mas olha só, não é o caso. 

Gostei bastante e recomendo para quem se interessa por esse lance de conspirações, serviço secreto, esse tipo de coisa. Se você já leu algum livro do Tom Clancy talvez goste também e também se você gosta de séries sobre espionagem tipo Homeland, 24 horas, Alias, Nikita, etc, dê uma chance, você pode se surpreender. 

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