Resenha: Lucky boy (Shanthi Sekaran)

sexta-feira, 24 de março de 2017

Lucky Boy
Shanthi Sekaran
R$ 80,77
ISBN-13: 9781101982242
ISBN-10: 1101982241
Ano: 2017 / Páginas: 480
Idioma: inglês  
Editora: G.P. Putnam's Sons

Solimar Castro Valdez is eighteen and dazed with optimism when she embarks on a perilous journey across the US/Mexican border. Weeks later she arrives on her cousin's doorstep in Berkeley, CA, dazed by first love found then lost, and pregnant. This was not the plan. But amid the uncertainty of new motherhood and her American identity, Soli learns that when you have just one precious possession, you guard it with your life. For Soli, motherhood becomes her dwelling and the boy at her breast her hearth.
Kavya Reddy has always followed her heart, much to her parents' chagrin. A mostly contented chef at a UC Berkeley sorority house, the unexpected desire to have a child descends like a cyclone in Kavya's mid-thirties. When she can't get pregnant, this desire will test her marriage, it will test her sanity, and it will set Kavya and her husband, Rishi, on a collision course with Soli, when she is detained and her infant son comes under Kavya's care. As Kavya learns to be a mother--the singing, story-telling, inventor-of-the-universe kind of mother she fantasized about being--she builds her love on a fault line, her heart wrapped around someone else's child.
Lucky Boy is an emotional journey that will leave you certain of the redemptive beauty of this world. There are no bad guys in this story, no obvious hero. From rural Oaxaca to Berkeley’s Gourmet Ghetto to the dreamscapes of Silicon valley, author Shanthi Sekaran has taken real life and applied it to fiction; the results are moving and revelatory.

Lucky Boy é a história de duas mulheres ligadas pelo amor a uma criança. Soli Valdez é uma adolescente mexicana de 18 anos que quer sair do México em busca de uma vida melhor para si e para sua família. Ela decide ir para a Califórnia, para a casa de sua prima Silvia que mora em Berkeley. Silvia garantiu emprego e um lugar para Soli ficar, ela só precisa atravessar a fronteira. Mesmo correndo vários riscos, ela atravessa a fronteira ilegalmente e come o pão que o diabo amassou. Suja, machucada... e grávida. Silvia quer que ela aborte o bebê, mas Soli decide levar a gravidez adiante. Nove meses depois, nasce Ignacio, e Soli se apaixona completamente por seu filho. Infelizmente Soli acaba sendo presa por ser ilegal, e seu filho, nascido nos EUA é tomado pelo Estado da Califórnia e levado para que seja adotado. 

Do outro lado da história, temos Kavya Reddy, filha de imigrantes indianos, é uma mulher na faixa dos 30 anos, casada, emprego e vida estável e louca para ser mãe, mas incapaz de conceber um filho naturalmente. Seu marido a ama, eles vivem bem, mas ela se sente infeliz por não poder ter um filho e obviamente isso reflete em seu casamento. Mesmo após inúmeras tentativas e tratamentos em clínicas de fertilidade, ela ainda não consegue engravidar. Quando ela desiste de tentar engravidar, eles vão a um centro de adoção. Quando seu olhar cruza com o de Iggy, ela sente uma ligação com o menino e quer iniciar o processo de adoção. Kavya foi alertada de que a mãe do menino estava presa em um centro de detenção para imigrantes ilegais, e estava prestes a ser deportada, mas a mãe faria de tudo para reaver a guarda de seu filho. 

Daí vocês já conseguem imaginar o tiro que a gente leva com uma história dessas né?
Não há vilões e mocinhos neste livro. Há apenas duas mulheres lutando por um sonho, cada uma à sua maneira. Eu chorei tanto lendo esse livro, mesmo que eu não seja mãe (e nem tenha pretensão de ser), consegui me conectar com as duas, mas principalmente com Kavya, pois conheço de perto um caso muito parecido e posso imaginar o quão doloroso é você desenvolver amor por alguém e saber que aquele alguém pode ser tirado de você a qualquer momento. Da mesma forma Soli, mesmo seu filho sendo fruto de uma gravidez totalmente indesejada, ainda assim ela conseguiu amar aquela criança com todas as forças do seu ser, e ver Ignacio sendo tomado dela foi como levar uma facada no peito. Vocês conseguem imaginar que NÃO TEM COMO ESCOLHER um lado?

A autora tem uma escrita muito gostosa e apesar do livro ser muito grande, 480 páginas, você não se cansa da leitura e é completamente imersivo. Não que o tema adoção seja inédito, mas a forma como foi abordado foi de uma maestria inimaginável. Você consegue se conectar com os personagens e sentir na pele o medo delas, a tristeza, o amor... É tão triste ver como os imigrantes são tratados pelos funcionários do centro de detenção, eu chorei tanto. E só me fez pensar mais ainda em como está a atual situação dos Estados Unidos tendo Donald Trump no poder, um verdadeiro tirano que tem absoluta aversão aos imigrantes. Imagine leitor, imagine todas as atrocidades que são cometidas por essas pessoas contra os imigrantes. 

Não quero mais falar pra não dar spoiler, mas Lucky Boy é um MUST READ que fala lindamente sobre gravidez na adolescência, maternidade, a dor de uma perda, sobre a experiência de ser imigrante ilegal nos Estados Unidos e sobretudo sobre amor. Leiam! Leiam! Leiam! 

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