Resenha: Novembro de 63 (Stephen King)

quarta-feira, 8 de março de 2017

Novembro de 63
Stephen King
R$ 47,09
ISBN-13: 9788539005277
ISBN-10: 8539005271
Ano: 2013 / Páginas: 727
Idioma: português
Editora: Suma de Letras

A vida pode mudar num instante, e dar uma guinada extraordinária. É o que acontece com Jake Epping, um professor de inglês de uma cidade do Maine. Enquanto corrigia as redações dos seus alunos do supletivo, Jake se depara com um texto brutal e fascinante, escrito pelo faxineiro Harry Dunning. Cinquenta anos atrás, Harry sobreviveu à noite em que seu pai massacrou toda a família com uma marreta. Jake fica em choque... mas um segredo ainda mais bizarro surge quando Al, dono da lanchonete da cidade, recruta Jake para assumir a missão que se tornou sua obsessão: deter o assassinato de John Kennedy. Al mostra a Jake como isso pode ser possível: entrando por um portal na despensa da lanchonete, assim chegando ao ano de 1958, o tempo de Eisenhower e Elvis, carrões vermelhos, meias soquete e fumaça de cigarro. 
Após interferir no massacre da família Dunning, Jake inicia uma nova vida na calorosa cidadezinha de Jodie, no Texas. Mas todas as curvas dessa estrada levam ao solitário e problemático Lee Harvey Oswald. O curso da história está prestes a ser desviado... com consequências imprevisíveis.
Em Novembro de 63, livro inédito de Stephen King, a viagem no tempo nunca foi tão plausível... e aterrorizante. 

Jake Epping é um professor de inglês, recém divorciado e ex-alcoólatra, que para tentar tirar um dinheiro extra, dá aulas em uma turma para adultos que não conseguiram concluir os estudos. Um dia, corrigindo as redações da turma, cujo tema era sobre um dia que mudou a sua vida, ele se deparou com uma redação que o tocou profundamente, era a redação de Harry, zelador da escola durante o dia e seu aluno à noite. Harry narrara como seu pai chegou em casa bêbado, em 1958, e matou com um martelo a sua mãe, seus irmãos e deixou sua irmã em coma. Jake não conseguia tirar aquela tragédia da cabeça. 

Al Templeton, dono da lanchonete que Jake frequentava o telefona e pede que ele vá lá o mais rápido possível. Jake não entende nada, mas vai assim mesmo. Quando chega lá, Al pede que ele desça até a dispensa da lanchonete e que depois ele vai explicar. Quando Jake entra na dispensa, ele se transporta para outro lugar, para Dallas, em 1958. Jake fica impressionado com aquilo e meio confuso e então volta para o "presente". Al explica pra ele que independente de ele passar 2 horas, 2 dias, 2 anos, quando ele retorna, só terão se passado dois minutos. E diz que está morrendo e que em breve irão lhe tomar a lanchonete, e só Jake poderá consertar as coisas. Al acredita que a causa de inúmeras coisas ruins que aconteceram nos Estados Unidos foi o assassinato de John F. Kennedy, em novembro de 1963 e ele quer que Jake impeça o assassinato. 

Jake que acha que não tem nada a perder mesmo, vê naquela "viagem" uma oportunidade perfeita para tentar "consertar" a tragédia pessoal de Harry. Ele só não contava com o famoso "Efeito Borboleta". Mudar um acontecimento no passado seria realmente a solução dos problemas? Mas quais as consequências dessa alteração? Toda alteração no passado tem um efeito positivo ou negativo no futuro.

Bom, o plot já é incrível! Acho que não preciso convencer ninguém a ler por motivos óbvios. Você tem a chance de voltar no tempo para corrigir um acontecimento, quais as chances de isso dar m*rda? HaHaHa Eu diria que cem por cento. 

Quando Jake volta para 58, ele fica maravilhado, pra ele tudo é novidade, tudo é mais barato, as roupas são diferentes, os costumes, enfim, ele precisa criar outra identidade. E então ele tem a oportunidade de ser outra pessoa, de ser uma pessoa diferente do que ele é, uma pessoa melhor. Mas com o passar do tempo, ele vai vendo que nem tudo são flores. Quando ele vê como eram as coisas nos Estados Unidos naquela década, toda a questão com os negros, a segregação racial nos coletivos, nas escolas, etc., o fato de uma mulher divorciada se envolver com outro homem e como isso interferia na vida dela. É muito difícil pra ele aceitar essas coisas. 

O livro é extremamente descritivo, mas isso não é novidade para os leitores do Stephen King, eu diria que é uma das principais características dos livros dele. King constrói com maestria personagens e situações. Pessoas críveis, com qualidades e defeitos que conseguimos facilmente encaixar em nosso cotidiano e até nos identificar com seus personagens. Jake é um personagem muito complexo, ele lida com a questão do alcoolismo, e ao viajar no tempo vê essa oportunidade de amadurecimento, de mudança e por que não, de redenção? 

King também insere os fatos históricos e os intercala com sua ficção, bem como alguns personagens reais, também são inseridos em sua narrativa, como o atirador que matou JFK, Lee Harvey Oswald. 
Eu aprendi um bocado sobre o que aconteceu no dia 22 de novembro de 1963, confesso que eu era uma leiga total no tocante ao assassinato de Kennedy. 

Resumindo, é um dos melhores livros do King que eu já tive oportunidade de ler. Não encaixo entre os livros de terror, NÃO É TERROR, apesar de ter muitas cenas de violência extrema. Uma coisa interessante é que ele faz referências a outros livros do King, principalmente de A Coisa, já que Harry morava na cidade de Derry, cidade onde as crianças enfrentaram A coisa. O livro tem algumas partes mais lentas sim, mas as partes de suspense compensam e você fica louco querendo saber o que vai acontecer e se o Jake vai conseguir o objetivo dele ou não. E o mais importante, o que será que vai acontecer quando ele voltar pro presente, já que ele fica no passado por 5 anos e toma muitas atitudes que certamente terão um efeito diferente no "futuro". 

Recomendo demais pra quem é fã do King ou mesmo pra quem ainda não leu nada dele e quer algo mais "leve" pra começar; Se você gosta de história, ficção científica também vai adorar. O livro teve uma adaptação para Série de TV que estreou no canal Hulu em 15 de fevereiro de 2016 e conta com James Franco no papel principal. Com oito episódios, a produção da série ficou por conta de J.J Abrams, o próprio Stephen King, Bridget Carpenter e Bryan Burk. Vale muito a pena, eu já vi e amei! 


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