Resenha: A viúva (Fiona Barton)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A Viúva
Fiona Barton
R$ 29,00 até R$ 35,25
ISBN-13: 9788551001028
ISBN-10: 8551001027
Ano: 2017 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas. 
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.


A viúva, livro de estreia da jornalista Fiona Barton, é um thriller policial. O livro inicia com a morte acidental (e estranha) de Glen Taylor, que era acusado de um crime, porém ninguém nunca conseguiu provar sua culpa. Jean Taylor, a viúva, esposa perfeita, submissa... mas sofria abusos por parte do marido. Mas ele está morto e ela agora está pronta para botar a boca no trombone e revelar os segredos que permeavam seu casamento com Glen.

A jornalista Kate Waters, repórter investigativa que está cobrindo o caso, cujo crime culminou na acusação do ex-marido de Jean, e ela está em polvorosa porque conseguiu uma entrevista exclusiva com a viúva do acusado. E tem também o detetive Bob Sparkes, que é quem está à frente da investigação do crime e que é constantemente confrontado e agora vê sua carreira ameaçada.

Não posso revelar o crime pois assim que descobrimos qual é o crime matamos o mistério e a leitura do restante da obra se torna desnecessária. Infelizmente Fiona não conseguiu sustentar o mistério até o final, bem lá pela metade ela revela. No entanto eu continuei lendo para saber como as coisas aconteceram, e também porque como boa jornalista, Fiona tem uma escrita envolvente e fluída.

Embora o mistério seja revelado precocemente, ainda assim há qualidades na obra de Fiona Barton. Ela nos faz mergulhar no mundo jornalístico através de Kate e nos mostra até onde esses repórteres que tem nas mãos a cobertura de casos de grande repercussão, são capazes de chegar para manter o espectador "entretido" em sua narrativa. Ela mostra estratégias e técnicas utilizadas pelos jornalistas para que nós, público, fiquemos grudados até o desfecho da "história". É meio bizarro, mas é muito interessante. A autora também aborda assuntos muito em alta como violência doméstica e abuso sexual. Gostei da forma como ela abordou, dá pra ver claramente a influência da sua profissão na narrativa. Muito rica.

Bom, o livro é narrado através de múltiplos pontos de vista, mas os principais são os dos três personagens que eu apresentei no primeiro parágrafo. Os fatos são entre 2006 e 2010, e tem muitos flashbacks. A narrativa de Jean é em primeira pessoa e a dos outros dois, em terceira. Confesso que não entendi muito bem o porquê disso e adoraria que a autora esclarecesse, porque realmente não consigo vislumbrar uma coisa muito genial que justifique. Eu preferia que todas fossem em primeira pessoa, não sei, mas eu acho que narrativas em primeira pessoa nos aproximam mais do personagem, tornando mais fácil a nossa conexão com ele.

Apesar de falhar no sustento do mistério (que é o que os suspenses policiais devem fazer!), ainda assim gostei de A Viúva e consegui ler até o final sem me entediar, embora eu já soubesse o final, pois é bem previsível. Eu sei que vocês estão doidos pra saber o que aconteceu, que crime foi este, mas eu NÃO VOU CONTAR. HaHaHa Leiam!

A capa é maravilhosa e tem uma textura meio aveludada. O corte das páginas é preto e isso dá um toque todo especial ao livro. Muito bem diagramado e revisado, como de costume pela Intrínseca, A viúva é uma boa leitura, entretém e dá para ter um panorama muito bom sobre o lado jornalístico.


*Este livro foi cedido pela Editora Intrínseca em troca de uma resenha honesta.*

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