Resenha | Piano Vermelho (Josh Malerman)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017


Piano Vermelho
Josh Malerman
R$ 22,90 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788551002063
ISBN-10: 8551002066
Ano: 2017 / Páginas: 320
Idioma: português 
Editora: Intrínseca
Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. 

Bom, a sinopse é bem reveladora (até demais), então não se faz necessário eu dar um panorama para situar vocês na história. Mas algumas coisas é preciso mencionar. A história se passa em 1957, pós Segunda Guerra Mundial, é contada em terceira pessoa e a narrativa alterna o tempo entre presente e passado, que são seis meses antes do presente. 

No passado 

A história tem como protagonista Philip Tonka, veterano de guerra, (ele e os outros membros dos Danes tocavam na banda do exército americano na 2ª G.M.) Philip foi convidado pelo governo americano a desvendar um mistério que rondava o Deserto da Namíbia, na África. Ele precisa descobrir de onde vem um misterioso som capaz de desarmar armas nucleares, de causar alucinações, náuseas, enfim, pessoas passam muito mal ao ouvir esse som. O governo norte-americano já enviou muita gente lá e ninguém conseguiu descobrir nada, então resolveram apelar para a banda os Danes como um recurso que possivelmente funcionará. Philip e os outros receberiam cada um a quantia de 100.000,00 dólares, que convenhamos, para a época era MUITA grana. Então, os Danes se jogam nessa aventura mortal. 

No presente

Philip acorda em um hospital com todos, eu disse TODOS, os ossos do seu corpo quebrados. O que aconteceu? O que Philip encontrou? Onde estão os outros? Como ele conseguiu sobreviver? Não se sabe. Mas ele sobreviveu e está sob os cuidados de um médico que está usando um medicamento estranho que aparentemente está acelerando o processo de cura de Philip. Tem também uma enfermeira, Ellen, que está cuidando dele, e ela é uma das melhores personagens do livro, em minha opinião. Ela se envolve bastante com a história do Philip, e começa a juntar as peças do quebra-cabeça, e percebe que algo ali não cheira muito bem..  Gostei do Philip como personagem, ele é carismático, envolvente, inteligente e misterioso.

Bom gente, chega de falar do enredo, não quero dar spoilers. Vamos lá... 

Piano vermelho segue exatamente a mesma linha de Caixa de pássaros. Eu tenho uma relação de amor e ódio com esse livro, pois ao mesmo tempo que eu gostei, eu também senti muita raiva do final. Me senti feita de trouxa. Com Piano vermelho não foi tãããão diferente. O que acontece é que ele insere coisas demais e acaba não voltando pra destrinchar o negócio, aí a gente fica meio a ver navios esperando que ele venha dizer o que aconteceu de fato. O autor enrola muuuuito também, a leitura acabou sendo muito arrastada pra mim, eu já tava achando meio chato, mas optei por não desistir. Por isso demorei tanto a resenhar, porque demorei muuuuuito pra acabar! 

É chato, eu sei, vocês não estão entendendo nada, mas é porque não posso falar muito sem revelar demais. Por isso leiam! 

Mas o livro não é de todo ruim, eu achei as críticas ao governo americano muito pertinentes, tem toda essa questão de manipulação da massa. Acho inteligente a maneira como o Josh insere muitos temas do cotidiano nas histórias, é até lúdico, será?! Acho que sim, pois ele meio que mescla fantasia com realidade. 

Apesar de ele deixar muitas perguntas em aberto, tal qual ele fez em Caixa de pássaros, acho que aqui ele explica bem mais do que no outro livro, porém, igual àquele, este final pode ser considerado aberto. Eu não gosto de finais abertos. E isso foi uma das coisas que eu mais me chateei em Caixa de pássaros

O livro tem alguns diálogos muito bons, o fato de os capítulos serem curtos e intercalados ajudam a manter o clima de tensão e dar uma certa fluidez na leitura, apesar de ainda a considerar lenta. 

Por fim, acho que o que matou tudo foi a danada da expectativa. Rolou uma expectativa tão grande em cima desse livro, a editora mandou um kit incrível junto com ele, que fez com que a gente ficasse surtando pra ler. Eu li e achei só ok. Achei Caixa de pássaros mais criativo. Mas enfim, cada um interpreta de uma forma. Tenho certeza de que vai ter gente que vai dizer que amou, outros que odiaram. Mas é assim, não é mesmo? Então, eu deixo sim a dica, leiam e tirem suas próprias conclusões! 



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