Resenha | Tash e Tolstói (Kathryn Ormsbee)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017



Tash e Tolstói
Kathryn Ormsbee
R$ 32,90 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788555340468
ISBN-10: 8555340462
Ano: 2017 / Páginas: 376
Idioma: português
Editora: Seguinte

Natasha Zelenka é apaixonada por filmes antigos, livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Tanto que Famílias Infelizes, a websérie que a garota produz no YouTube com Jack, sua melhor amiga, é uma adaptação moderna de Anna Kariênina. Quando o canal viraliza da noite para o dia, a súbita fama rende milhares de seguidores e, para surpresa de todos, uma indicação à Tuba Dourada, o Oscar das webséries. Esse evento é a grande chance de Tash conhecer pessoalmente Thom, um youtuber de quem sempre foi a fim. Agora, só falta criar coragem para contar a ele que é uma assexual romântica ou seja, ela se interessa romanticamente por garotos, mas não sente atração sexual por eles. O que Tash mais gostaria de saber é- o que Tolstói faria?



Tash e Tolstói me encantou. Eu não achei que fosse gostar desse livro tanto quanto eu gostei. Tá, eu sabia que iria gostar porque eu tenho esse feeling, só pela sinopse eu consigo dizer se vou gostar ou não do livro, e raramente eu me engano. Foi assim com Tash e Tolstói.

Natasha é uma garota apaixonada por literatura russa. Ela tem um canal no YouTube onde mantém uma web série chamada Famílias Infelizes, baseada na obra Anna Kariênina de seu autor favorito, Tolstói. O elenco é composto por seus amigos, sua irmã e ela é a produtora e roteirista. Ela é muito viciada nisso e leva as coisas bem a sério. 

Até que um dia, uma famosa youtuber assistiu e recomendou a série em seu canal, e então começaram a chover inscritos, comentários e fãs da série. Finalmente Natasha, ou Tash, vê seu canal decolar e tudo parece um sonho. E é neste momento que a irmã de Tash resolve que não vai mais participar. 

Junto com a explosão do canal, veio a indicação de um prêmio, a Tuba Dourada, um prêmio que Natasha nunca sequer sonhou que um dia pudesse concorrer. Só que Tash não tem grana, a não ser suas economias da faculdade e pra completar, ela recebe uma notícia que a abalou muito. Enfim... Tash, coitada, tá numa situação bem tensa.

Eu não quero falar muito do enredo pra não estragar, mas o que interessa aqui é um dos temas que a história abordou, que foi um tema absolutamente inédito PARA MIM. Tash é assexual, ou seja, ela se interessa por garotos apenas romanticamente, mas não sexualmente. Ela sente zero vontade de ir para a cama com algum cara. E já pensou se ela começar a namorar? como será que ele vai lidar com isso? Para Tash as coisas complicam ainda mais quando ela tem a chance de conhecer Thom, um youtuber de quem ela é a fim. Como contar a ele que ela se apaixona mas não tem desejos sexuais? 

Eu achei isso muito legal, porque isso é um sofrimento para ela e eu fico pensando nas milhares de pessoas - adolescentes principalmente - mundo afora que passam pelo mesmo drama. Porque em algum momento a pessoa deve se questionar e achar que não é normal. Achei válido demais o tema pois essa orientação sexual não é muito comentada e muita gente não sabe o que é e até faz confusão com o termo assexuada, que se refere a um tipo de reprodução onde não há troca de material genético.

Enfim, Tash lida com muitas coisas e eu achei o livro um pouco intenso demais pra ser um YA, mas ainda assim ele tem vários diálogos inspiradores e bem divertidos. O livro é uma ótima pedida pra quem curte toda essa contemporaneidade das redes sociais, youtubers, etc. 

A escrita da autora é bem fluída e a gente vai lendo e lendo e nem vê o tempo passar. Recomendo demais. 


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