Crítica | Mãe! (Mother!) 2017

segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Data de lançamento 21 de setembro de 2017 (2h 02min)
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris mais
Gênero Suspense
Nacionalidade EUA
Título original  Mother!
Distribuidor PARAMOUNT PICTURES
Ano de produção 2017

Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.

Aronofsky nos intimidou com essa. Mãe! traz o gênesis de forma intimista e pessoal.
Sabe aqueles filmes te pegam de total surpresa e mexem com seus sentimentos e pensamentos e te fazem pensar em tudo que você faz/fez da vida? Então, foi o que Mãe! fez comigo. Aronofsky traz uma narrativa intimista e pessoal, até mais do que ele nos deu em Cisne Negro.

Jennifer Lawrence, que está divinamente bem nesse filme, interpreta uma jovem esposa de um poeta mais velho, interpretado por Javier Badem, que não consegue escrever nada pois está sem criatividade. Ela é responsável por cuidar e construir o lar para os dois, que até então tinham a vida perfeita. Mas tudo muda quando um homem bate à porta do casal, mudando sua rotina. Logo vão chegando a esposa do intruso (gente, como a Michele Pfeiffer está maravilhosa), que vão entrando e se instalando na casa da Mãe como se aquela fosse a casa deles. Mas o mundo vira quando os filhos do casal intruso chegam à casa e um mata ao outro (uma bela interpretação de Caim e Abel). Após toda a tragédia, Mãe finalmente fica gravida, mas tudo vai a ruína.



Existem várias interpretações para o filme (eu tive umas 3, no mínimo). Vemos como o amor possessivo pode ser destrutivo e corrosivo. E existem várias alegorias para os sentimentos, como a casa em que os dois vivem sendo o coração da Mãe, que aos poucos vai sendo invadido e destruído. Até assuntos considerados tabu são tratados no filme, como a paixão de uma mulher mais jovem que o homem, e o amor feminino submisso ao amor masculino.

Como havia mencionado antes, é um filme bem intimista e que divide opiniões. Muitos gostaram do filme, como muitos odiaram. Mas uma coisa não se pode negar, Aronofsky soube mexer com cada sentimento, cada pedaço do que é ser Mãe!



Mãe! Chega aos cinemas do Brasil em 21 de setembro de 2017. Assistam! Duvido que esse filme não vá mexer nos seus sentimentos.



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