Resenha | Geekerela (Ashley Poston)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Geekerela
Ashley Poston
R$ 23,30 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788551002148
ISBN-10: 8551002147
Ano: 2017 / Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje.
Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas.
Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário.
Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

Geekerela é mais releitura dos contos de fadas. Confesso que eu já estava meio cansada de releituras pois já li tantas que acabei enjoando. Mas aí veio Geekerela com essa capa MA-RA-VI-LHO-SA e eu não consegui resistir, embarquei nessa abóbora e que bom que eu fui, porque eu AMEI! 

A história, como vocês já devem estar imaginando, é releitura do conto de fadas da Cinderela. Aqui temos a Elle, que é uma adolescente que perdeu a mãe quando ainda era criança, e o pai acabou se casando de novo com uma mulher totalmente diferente dele, e que veio com uma bagagem nada agradável, duas filhas gêmeas pra lá de nojentinhas. 

Os pais de Elle eram super hiper mega ultra fãs da série de TV Starfield, que é uma espécie de Star Trek da história. A Elle cresceu no meio de cosplayers, fandoms, enfim, a menina acabou se tornando uma verdadeira geek e, claro, fã de Starfield meio por tabela. Só que o pai da Elle acabou falecendo e a menina passou a morar com a madrasta e as duas filhas dela, o que acabou sendo o tormento da vida de Elle, porque as três a fazem de escrava real, pra vocês terem ideia elas nem deixam a menina ter um celular decente. Ela acabou herdando o celular pré-histórico do pai dela, quando ele morreu.

Aí vem a boooomba! Anunciaram que Starfield vai ser adaptado para o cinema e o escolhido pra fazer o personagem principal, foi Darien Freeman, um ator teen do momento. Ele atua numa dessas novelas tipo Malhação que duram uma vida. Elle fica mortificada com a escolha e já começa fazendo textão no blog dela sobre a escolha infeliz dos produtores. Só que... Darien é SUPER fã de Starfield, é super geek também. Porém... ele não pode demonstrar porque segundo o pai dele, isso arruinaria sua carreira. Quando a crítica de Elle chega a Darien, ele fica um pouco assustado com a repercussão negativa por parte dos fãs de Starfield, e decide que não vai participar da ExcelsiCon, que é uma convenção para fãs da série criada por ninguém menos que os pais da Elle! Darien então vai buscar nas profundezas da internet um telefone, e-mail, qualquer coisa dos organizadores da Convenção e ele encontra um telefone, que era o do pai de Elle... e que agora é de quem??? Elle! É neste momento que suas vidas se cruzam e a história fica muito mais amorzinho! 

Os dois jovens começam a trocar mensagens sem saber com quem estão falando: Ela não sabe que ele é o astrozinhoteenpéssimoator e ele não sabe que ela é a pessoa que o criticou. E tem muuuito mais coisa que acontece mas se eu for contar, a resenha vai ficar ainda maior do que já está. Sério, acontece TANTA coisa nesse livro! 

Ai genteeee.... falei tanto né? Mas não contei spoilers e isso não é nem a metade do que acontece. Geekerela é um dos YA mais fofos que já tive a oportunidade de ler. É uma história que vai agradar a todo mundo, mas sobretudo a quem fez ou faz parte de um fandom. Pensa naquele livro que você AMOU e aí alguém anuncia que vai virar filme... pensou? Aí começa o nosso desespero de fã, preocupados se os atores escolhidos vão ser capazes de dar vida a personagens que tanto amamos. E quando o personagem não nos agrada, o que a gente faz? Textão no facebook! HaHaHa Não é desse jeitinho mesmo?

Então, Geekerela é tudo isso. E uma das coisas mais legais que eu achei foram as soluções que a autora encontrou para ligar a história dela, toda contemporânea ao conto de fadas. A abóbora é o Foodtruck que a Elle trabalha, que é um foodtruck de comidas veganas, chamado Abóbora Mágica. A nova melhor amiga de Elle, que trabalha junto com ela é meio que a fada madrinha com seus dotes de costura e tals. E nem precisamos falar da madrasta e das irmãs, não é mesmo? Sem contar que o livro está infestado de referências à cultura Pop/Nerd. AMEI demaissssss!!!  

O livro é cheio de representatividade também! Hera, a melhor amiga, é lésbica, e o Darien é negro. Apesar do livro ser muuuuuito divertido e com todo o romance adolescente, também há coisas para refletir, como o fato de Elle ser sozinha no mundo e ter que viver com pessoas que a detestam, e mesmo assim ser uma garota feliz e tentar levar a vida da melhor forma possível. E como Elle herdou a educação e o caráter que lhes foram passados dos pais já falecidos. A garota é muito forte e não importa quantas adversidades a vida jogue na sua cara, ela vai correr atrás dos seus sonhos. 

A edição da Intrínseca está a coisa M-A-I-S L-I-N-D-A do mundo com essa capa, a diagramação que tem detalhes até na contra guarda. A edição está mesmo caprichada e eu recomendo demais pra quem quer uma leitura leve, descontraída, super divertida e é claro com muito romance! 

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