Resenha | Behind the bars (Brittainy C. Cherry) The Music Street #01

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017


Behind The Bars
The Music Street # 1
Brittainy C. Cherry
ISBN: B077WXFYNL
Ano: 2017 / Páginas: 373
Idioma: inglês 
Editora: Brittainy C. Cherry

When I first met Jasmine Greene, she came in as raindrops.
I was the awkward musician, and she was the high school queen. The only things we had in common were our music and our loneliness. Something in her eyes told me her smile wasn’t always the truth. Something in her voice gave me a hope I always wished to find. And in a flash, she was gone. Years later, she was standing in front of me on a street in New Orleans. She was different, but so was I. Life made us colder. Harder. Isolated. Caged. Even though we were different, the broken pieces of me recognized the sadness in her. Now she was back, and I wouldn’t make the mistake of letting her go again. When I first met Jasmine Greene, she came in as raindrops. When we met again, she was the darkest storm.

Eu não poderia ter ficado mais feliz por ter recebido em primeira mão o ARC (advanced reading copy) do novo livro da Brittainy C. Cherry. Sou muito fã da autora desde que li The air he breathes, aqui no Brasil publicado pela Record como O ar que ele respira. Desde então não parei mais de ler TUDO que encontrava da autora pela internet e quando li The silent waters foi um tiro no meu coração porque é simplesmente incrível! 

Quando a autora anunciou o lançamento de Behind the bars eu já fiquei bem feliz pois finalmente leria algo novo dela. E então o livro apareceu no meu kindle no dia 1 de dezembro. Comecei a ler imediatamente. Sem mais papo furado, vamos à resenha.

Jasmine foi criada para ser uma estrela. Desde que nasceu, o propósito de vida da garota, escolhido por sua mãe, Heather, foi que a menina seria uma artista pop completa, que atua, canta e dança. Jasmine nunca teve tempo para ser uma criança, a menina nem ia à escola regular, ela tinha aulas com a própria mãe. Mas Jasmine secretamente odiava tudo aquilo, ela só fazia aquilo para fazer a Mama feliz, para que a mãe tivesse orgulho dela. A menina gostava mesmo era de Soul. 

Com dezesseis anos, Ray, seu paidrasto, porque ele era mais do que um padrasto, ele era um verdadeiro pai para ela, a única referência de amor que ela tinha, convenceu a mãe dela a deixá-la frequentar uma escola regular, Heather não gostou da ideia mas cedeu, com a condição de que se ela cometesse três vacilos, ela iria voltar a estudar em casa. E foi lá que ela conheceu Elliott Adams, um garoto franzino, que usava óculos e era constantemente vítima de bullying por ser gago. Jasmine já tinha visto aquele garoto na Frenchmen Street, quando ele tocava um saxofone com tanta paixão e fervor, e em nada parecia com aquele garoto tímido. Ela ficou encantada com a música dele. Então ela se aproxima dele, quer fazer amizade, mas ele desconfia pois "garotas como ela não interagem com garotos como ele."

"People as pretty as Jasmine never talked to people as awkward as me in a non-bullying way".

Apesar de tudo eles se tornaram amigos inseparáveis e quando eles finalmente confessaram um para o outro que estavam apaixonados, a mãe de Jasmine resolveu abandonar Ray e ir embora para Londres para viver com um cara que era bastante influente na indústria musical. A notícia pegou Jasmine de surpresa e ela mal teve tempo de se despedir de Elliott. Então os dois ficaram apenas se correspondendo por e-mail com promessas de ficarem juntos de novo. 

"- I like you a lot, Jazz... more than music.
She nervously laughed.
- Don't lie.
- I'm not.
- But you really like music.
- Yeah, and I really like you."

Só que acontece uma coisa terrível que mudaria completamente a vida de Eli. E então ele para de responder aos e-mails de Jazz. E então ele se transforma em um cara frio, sem sentimentos e forte, muito forte, fisicamente falando. E ele resolve não tocar mais. Música não faria mais parte de sua vida.

"Find the music when life makes no sense."

Seis anos depois, Jasmine tem coragem de largar tudo e resolve voltar a Nova Orleans, vai morar com Ray, que agora chama de 'pai'. E resolve procurar Eli para saber o que aconteceu. Ela conhece TJ um vizinho de Elliott que dava aulas de Sax pra ele, e então ele conta o que aconteceu. E então quando eles se reencontram um beijo acontece, mas ao final do beijo Jazz fala uma palavra, a única palavra que ela não poderia mencionar, e então tudo veio abaixo novamente e Eli a repele. 

Cheeeeega de falar do enredo. Vamos lá! Eu adorei esse livro por tudo de diferente que eu vi nele. Não tem enrolação, os personagens não agem como normalmente acontecem nos livros por aí. Brittainy não faz tudo pelo suspense, as coisas se resolvem rapidamente. Jasmine é uma das personagens femininas que mais gosto pois ela não é chata, não faz mimimi, é doce e compreensiva. Ela sabe o que tá acontecendo e ainda assim tá lá, ao lado de Elliott, mesmo ele dizendo que não a quer por perto. Mesmo que internamente ela esteja tão quebrada quanto ele, ela não deixa transparecer. Ela é forte demais. 

"Sometimes people don't need words, Elliott. Sometimes they just need the space to feel what they need to feel, with someone present as a reminder that they're not alone."

Gosto que a Brittainy sempre coloca temas polêmicos em suas história e adoro a delicadeza com que ela os trata. Neste por exemplo temos vários, desde problemas familiares como uma mãe que não queria ter um filho e diz para ele com todas as letras que desejaria que ele não existisse, passando por bullying pesado, feminismo, relacionamentos abusivos, agressão física, assédio sexual, pedofilia e estupro. Enfim, é muita coisa! 

O coração de Eli está partido em um milhão de pedaços, por mais que ele saiba e tenha consciência de que ele está magoando várias pessoas com seu jeito de agir, ele não consegue superar o que aconteceu. A dor é muito forte, as lembranças o assombram dia e noite. Quando Jasmine volta para sua vida, ela é uma lembrança viva da melhor época de sua vida, ela é uma lembrança viva de que as coisas nunca serão do mesmo jeito. Mas com toda a paciência do mundo e um amor que perdurava há seis anos, ela consegue ir destruindo pouco a pouco o muro que ele construiu em volta de si. E é lindo ver como os dois se apoiam, ver como eles são o pilar um do outro quando ambos tem que enfrentar seus demônios. 

O livro não é cheio de reviravoltas mas nem por isso deixa de ser maravilhoso. Mas é de partir o coração em várias cenas e vai te fazer chorar um pouco. Os personagens coadjuvantes são tão bons quanto os protagonistas: Ray, Laura e Katie (mãe e irmã de Elliott), TJ (professor de música, vizinho e amigo de Elliott) e Jason. Quando todos estão juntos é tanto amor que não consigo nem mensurar. É muita energia boa. 

"Everything I knew about girls, I'd learned from Katie, the biggest feminist in the world. She told me I had to respect women, because they deserved respect. She always told me Dad had never respected Mom, and that was why Mom had left him."

Enfim, eu adorei muito esse livro e já estou com saudade dos personagens. Mal posso esperar para a Record lançar aqui no Brasil e eu poder ler de novo! O nível do inglês é tranquilo, dá pra ler sem precisar ficar consultando o dicionário, mas tem algumas expressões que podem confundir um pouco por conta do contexto do livro ser muito musical, como o título por exemplo, "Behind the bars" pode se referir a prisão, a bares e também à música. Acho que vai agradar a quem gosta de new adults mais leves, não esperem cenas hot pois tem só uma, é bem fofa e delicada, e já no finalzinho do livro mesmo. Tenho certeza de que vocês vão adorar! 

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