A Expansão (Ezekiel Boone) A Colônia Livro #02

A Expansão
The Hatching # 2
Ezekiel Boone
R$ 36,60 até R$ 37,30
ISBN-13: 9788556510549
ISBN-10: 855651054X
Ano: 2017 / Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: Suma

Elas despertaram, famintas. Agora, enquanto o mundo afunda no caos, e pessoas são devoradas nas próprias camas, nada parece capaz de conter a expansão. Segundo livro da trilogia que começou com a A colônia. Ao receber um pacote em seu laboratório, em Washington, a dra. Melanie Guyer não poderia prever que, de um dia para o outro, a espécie ancestral de aranhas que eclodiu daquela bolsa de ovos causaria o caos no mundo inteiro. Em Los Angeles, cidadãos desesperados furam a quarentena. No Japão, uma bolsa de ovos gigantesca pulsa e brilha na escuridão. Enquanto Espingarda e Gordon tentam criar uma arma capaz de conter as aranhas, a presidente Stephanie Pilgrim é pressionada a tomar decisões com consequências catastróficas. Milhões de pessoas estão mortas. Outras milhares foram feitas de hospedeiras. Aranhas devoradoras de carne marcham por todo lugar, e a expansão está só começando. Ninguém está a salvo.

A expansão é o segundo volume da trilogia A Colônia de Ezekiel Boone, esse autor que mal conheço e já considero pacas. Esta resenha pode conter alguns spoilers do primeiro livro. Leia por sua conta e risco.

No final do primeiro livro, todas as aranhas começaram recuar e morrer de repente. Em todas as partes do mundo elas morrem misteriosamente deixando os cidadãos aliviados, mas militares e cientistas estão se perguntando o que pode ter acontecido. A Dra. Melanie Guyer está pressentindo que algo pior está por vir. Em Minneapolis, Mike Rich encontra bolsas de ovos gelatinosas, mornas e com uma leve vibração. Em outras partes do mundo também são encontradas bolsas diferentes e alguns casulos enormes que emitem luz própria. As pessoas que virarem hospedeiros agora morrem paralisadas, sendo devoradas pouco a pouco, e o pior, totalmente conscientes de tudo que está acontecendo. BIZARRO.

"Não que roupas ou malas fossem o maior motivo de preocupação deles, claro. O maior era que uma daquelas pessoas fosse uma bomba-relógio, que algum homem ou mulher pudesse vir caminhando pela fila, largando a roupa pelo chão sem reclamar e esperando sua vez até que — pá! — o corpo se abriria e viraria aranhalândia."

Os Estados Unidos viraram o caos, e a presidente Stephanie Pilgrim está numa sinuca de bico, não sabe como ajudar os cidadãos americanos a atravessar essa crise que mais parece o apocalipse, sem contar na pressão por parte das outras autoridades. Em todo o país as pessoas estão desesperadas, sem notícias, e as fronteiras fechadas por militares, ou seja, ninguém entra e ninguém sai. Caos. Enquanto isso, entediados, Espingarda e Gordon (do núcleo sobrevivencialista) tentam inventar uma arma que seja capaz de matar as aranhas.

"O que deu vontade de gritar, o que o fez querer vomitar dentro do traje de isolamento, era o que estava do lado de fora da bolsa: aranhas. Milhares. Algumas eram pretas, algumas tinham listra vermelha, mas todas rastejavam em volta da bolsa de ovos gigante, andando por cima das bolsas de tamanho normal que estavam empilhadas pelo chão, coladas nas paredes e presas no teto. O resto do salão estava silencioso, um cemitério com bolsas de ovos no lugar de lápides, mas ali, no canto, em volta daquele embrião pulsante gigantesco, havia vida."

Bom, o livro continua num ritmo constante, desde o primeiro. A luta pela sobrevivência, em diversas partes do planeta causa reações diversas nas pessoas. O mundo está vivendo um verdadeiro colapso e ninguém parece saber o que está acontecendo ao certo. Mesmo nesse momento tem gente que se aproveita da situação para tirar vantagem e provocar mais caos ainda.

Alguns novos personagens surgem na história, mas como no primeiro livro, não são aprofundados. A história é toda narrada em terceira pessoa e por múltiplos pontos de vista. O livro é todo muito acelerado e nós temos algumas respostas que ficaram pendentes no primeiro, como o motivo das aranhas terem morrido misteriosamente. Apesar do autor apresentar consequências, resoluções e um novo desafio, a sensação que eu tive foi que estava lendo ainda o primeiro livro. Me pergunto: tudo isso não poderia ser um livro só?!

"Dos dois, foi o sr. Spitz que as aranhas começaram a comer primeiro, foi ele que as aranhas com listra vermelha nas costas começaram a abocanhar e levar, um pedaço de cada vez, até o casulo pulsante que brilhava no quarto de Jigger"

Não tem muito mais o que falar porque esse livro é o segundo de uma trilogia, então não dá pra esperar muitas reviravoltas, mas há algumas. A população mundial está mesmo se encaminhando para sua total devastação e alguns personagens parecem ter entendido o que aconteceu e parecem que terão mais destaque no próximo livro. Espero que nada aconteça com alguns personagens, pois por mais que não tenhamos grande aprofundamento de suas personalidades, até que nos apegamos. Me apeguei muito ao núcleo das Ilhas Càidh. As cenas onde ele descreve o terror que as aranhas provocam são horríveis e causam um verdadeiro desespero. Li o livro todo imaginando um filme, e acho que este foi mesmo o propósito do autor, fazer com que ele ganhe a telona. Na minha cabeça já tenho até parte do elenco escolhido. 

Enfim, estou muito ansiosa pelo desfecho da série, que se não me engano será lançado nos EUA em fevereiro deste ano. Espero que a Suma não demore muito a trazer para nós. Recomendo para quem curte aquele friozinho na espinha, para quem gosta de histórias de "apocalipse" e de leitura rápida e dinâmica. 
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