Crítica | Me chame pelo seu nome (2018)

domingo, 14 de janeiro de 2018


Título: Call Me By Your Name (Original)
Ano produção: 2017
Dirigido por: Luca Guadagnino
Estreia: 18 de Janeiro de 2018 ( Brasil )
Duração: 130 minutos
Gênero: Drama Romance

O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando chega Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai.

Apesar de estarmos em tempos de liberdade de expressão e amor, o romance gay ainda é um tabu, principalmente para o cinema. Logo após o sucesso de Brokeback Mountain, os filmes de temática GLBT ganharam uma certa força, mas sempre carregando um dramalhão com muitas dores e dificuldades. Apesar de sabermos de que essa é a realidade de muitos, por que não podemos ter um filme de romance gay onde o foco principal é o amor e toda a carga dramática ficar só como plano de fundo!?



Me Chame pelo Seu Nome, de Luca Guadagnino finalmente nos traz uma história de amor e foca no mesmo. Baseado no livro homônimo, Call Me By Your Name (título original) nos leva para uma casa de campo artística na Itália de 1983, onde o italiano, o inglês e o francês são falados sem enrolações. E é aqui onde mora Éllio (Timothée Chalamet). Seu pai (Michael Stuhlbarg) recebe o acadêmico americano Oliver (Armie Hammer). Aos poucos os dois vão descobrindo uma amizade maior que os dois esperavam. 



Mas certas dificuldades cercam os dois, como o fato de Éllio ainda ser mais novo e estar descobrindo o mundo, o medo da rejeição e o preconceito da família e amigos, o tabu da idade (Éllio é bem mais novo que Oliver). Mas tudo em boas dosagens e sem tirar o foco do que realmente importa, o amor latente de Éllio e Oliver, apenas pecando um pouco no ritmo.



Como um bom filme de amor, a sensualidade está presente. As cenas de sexo são mostradas de uma forma respeitosa nos deixando encantados e apaixonados. E sim, tem Armie pagando bundinha.

Para completar e deixar tudo melhor, a fotografia do filme é um deleite para os olhos, acompanhado de uma trilha sonora maravilhosa, composta por Sufjan Stevens (escute Mystery of Love, que é apaixonante), ou seja, aqui o ditado “beleza não põe mesa” não se aplica aqui. Os atores, o cenário, a fotografia, são lindos de se ver.



Apesar de o filme demorar para ”pegar no tranco”, é um ótimo filme, e faz por merecer suas indicações de prêmios.

Então, se busca um bom filme de romance, assista Me Chame Pelo Seu Nome, que estreia nos cinemas brasileiros dia 18 de Janeiro de 2018.