Resenha | Suicidas (Raphael Montes)

ISBN-13: 9788535929447
ISBN-10: 8535929444
Ano: 2017 / Páginas: 432
Idioma: português 
Editora: Companhia das Letras
Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirara própria vida, ou que a série de televisão 13 Reasons Why fosse lançada e set ornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos,já tratava do tema do suicídio entre jovens, com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontra dos mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável.

Sempre disse que sucesso da literatura nacional, atualmente, é Raphael Montes, não existe ainda um livro dele que eu tenha lido e não tenha gostado, porque é fantástico. Sendo “Suicidas” seu primeiro livro lançado no país, pela editora Baraúna, no ano passado ele ganhou uma nova roupagem em uma edição linda pela Companhia das Letras, e continua sendo o meu favorito dele até hoje.

A história conta uma tragédia em que nove jovens, cometeram suicídio jogando roleta-russa, o livro vai desvendar tudo o que aconteceu naquela noite, mostrando três pontos de vistas, um deles sendo da delegada Diana, que acaba encontrando um livro que descrevia tudo o que tinha acontecido naquela noite, e convida as mães dos suicidas para escutarem os acontecimentos descritos no livro.

Como havia mencionado o livro é narrado em três pontos de vistas, o da delegada, o diário do Alê e o livro escrito por ele também. De todos os nove personagens que intrigam a trama, os principais são Alessandro e Zack, ambos com grandes papéis dentro da obra, não que os outros não sejam, mas eles são os que mais me levaram a perguntar “por quê” diversas vezes ao longo da leitura.

Vamos dizer que beeeem antes de 13 Reasons Why estourar, eu já pensava como seria se Suicidas fosse um filme, seria tenso!!! Sabe o que eu gosto neste livro, são autores como Raphael Montes que acabam com o psicológico do leitor, você se vê em constantes acontecimentos que podem mudar a história, viver nesse “ou vai ou racha”, acaba tornando aquele livro que vai te fazer virar a noite, então a pergunta que fica: Preparado para não desgrudar de um livro?

O livro foi relançado em uma edição nova com um novo capítulo, Raphael sabe instigar o leitor, porque essa situação da roleta-russa quem joga no Google, vê diversas notícias de jovens que praticaram essa 'brincadeira' e acabaram mortos, e é um tema bastante real, que poucos acabam desconhecendo, e pela leitura desse livro você passa a se interessar, porque não é só uma ficção, esse livro não é só “mais um livro”, é uma obra que mostra que estamos de olhos fechados ao que acontece ao nosso redor.

Outro assunto que me fez ficar de boca aberta são as mães, o retrato de como as próprias mães eram super protetoras, e ao mesmo tempo iam descobrindo como seus filhos estavam através dos relatos do Alê, e percebe-se como isso continua sendo um assunto que poucos utilizam, como os próprios pais que convivem quase 24 horas com você, podem não saber tudo.

Suicidas, é um dos livros que mais recomendo para quem quer conhecer o gênero de suspense e mistério, na literatura nacional, e é esplêndido esse livro, foram horas intermináveis de angústia e de como eu precisava saber o fim, e foi surpreendente.



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