Crítica | Eu, Tonya (2018)


Acompanhe a vida da ex-patinadora no gelo Tonya Harding. Durante a década de 1990, ela conseguiu superar sua infância pobre e emergir como campeã do Campeonato de Patinação no Gelo do Reino Unido e segunda colocada no campeonato mundial. 
Data de lançamento 15 de fevereiro de 2018 (2h 00min)
Direção: Craig Gillespie
Elenco: Margot Robbie, Allison Janney, Sebastian Stan mais
Gêneros Drama, Biografia, Comédia
Nacionalidade EUA


Eu, Tonya, com três indicações ao Oscar, 'Melhor Atriz’, ‘Melhor Atriz Coadjuvante’ e ‘Melhor Edição’ conta a história de Tonya Harding, uma ex-patinadora artística que ficou mundialmente conhecida por conseguir executar com perfeição uma manobra que até então somente tinha sido executada por homens. 



Tonya é dona de um talento nato, a menina sempre patinou bem desde muito nova. A menina era de família humilde e completamente desestruturada, sua mãe LaVona Harding tinha problemas com álcool e a maltratava muito. Depois que seu pai foi embora, as coisas só pioraram para a pobre Tonya, que já não era lá um exemplo de criança com modos, ela virou de vez saco de pancadas da mãe. Como elas não tinham dinheiro, Tonya não podia ter roupas bonitas para as apresentações, tendo que sua própria mãe - e posteriormente ela própria - costurar suas roupas. A garota era vista como um estorvo, mas não desistiu do sonho de virar uma grande patinadora.



Tonya aos 15 anos conhece um rapaz por quem se apaixona completamente e sua vida se transforma. Não bastando sofrer abusos por parte de sua mãe, ela passa a sofrer abusos também do companheiro. E não posso revelar mais nada pois seria spoiler. Eu sei que a história é baseada em fatos reais, porém tem muita gente que não a conhece, como eu não a conhecia, e por isso quero preservar os detalhes para não destruir a surpresa. 



Bom, o filme é apresentado como uma espécie de documentário, a partir de entrevistas reais, que foram encenadas, onde muitas vezes o personagem interrompe e dialoga com o espectador. O filme brinca com a metalinguagem e eu achei muito boa a maneira com que foi feita, com apenas uma ressalva. Eu gosto desse recurso, mas confesso que tinha horas que não cabia, pois em cenas em que nós nos inseríamos totalmente na tensão do momento, o personagem interrompia e fazia uma piada. 


A Margot Robbie detonou na atuação, mas pra mim foi estranho engolir que ela tinha 15 anos quando a moça apareceu pela primeira vez. Não sei se foi proposital ela aparecer meio acabadinha pra uma menina de 15 anos. Talvez sim, né. Não sei. As cenas de patinação estão boas, apesar de ter muitos efeitos e macetes, mas é porque é óbvio que a atriz não tinha aptidão. Mas seria pedir demais uma atriz espetacular que mandasse muito bem no esporte, não é mesmo? Mas isso não tirou o brilho do filme na minha opinião. 

Sobre a história em si, eu sei que foi baseado em fatos reais, mas tinham coisas tão bizarras, mas tão bizarras que eu fico pensando que só poderiam ser brincadeira. Como todo o planejamento e execução do acontecimento principal do filme. Foi completamente surreal. 


Uma última coisa que preciso comentar é sobre a caracterização dos personagens, que está simplesmente incrível! Desde os mínimos detalhes de roupas, até as feições dos atores que foram escolhidos, são muito parecidos com as pessoas que eles estavam representando. Gosto especialmente da paleta de cores do filme, e a edição está realmente sensacional, a indicação ao Oscar de melhor edição é totalmente justa. A fotografia e a trilha sonora dão toda a atmosfera dos anos 90, imersão total. Adorei a trilha sonora!!! 


Acho que foi uma bela retratação da história de Tonya Harding, o filme me manteve atenta, eu não dormi e isso é o que basta para eu achar ele bom. Não suporto esse povo que vai ao cinema só para colocar defeito em tudo. Pra mim, leiga no tocante a técnicas cinematográficas e bla bla bla, exceto o pouco que aprendi na faculdade de Publicidade e Propaganda, o filme cumpriu o seu papel! Eu adorei até a LaVona Harding que é o ser mais desprezível que existia neste filme! Excelente! 

O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de fevereiro, então já sabe né? Separa um tempinho aí pra ver na telona! 

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