Resenha | Ordem Vermelha: Filhos da Degradação - Livro #01 (Felipe Castilho)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Páginas: 448
Gênero: Ficção
Formato: 15,5 x 23 x 2,2
ISBN: 978-85-510-0269-8
E-ISBN: 978-85-510-0270-4
Lançamento: 07/12/2017

Você destruiria seu mundo em nome da verdade?
A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono.
Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?
Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. Porta de entrada para um novo mundo com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak.

Sabe aquele livro para fãs de fantasia que é para ser a diversão literária da semana? É exatamente dessa obra que iremos falar. A Intrínseca recentemente lançou sua primeira obra de fantasia nacional, e lógico que eu fiquei com expectativas, gente foi um marketing grande em volta da história, já que a editora estava em sua primeira publicação nacional desse gênero.

A história se passa na região de Untherak, último território habitado no mundo. Na leitura acompanhamos Aelian Oruz (um falcoeiro) e Raazi (uma kaorsh), esta última está louca para participar do primeiro Festival da Morte, que depois de vinte anos voltou a acontecer.  Além deles temos Una (uma deusa), Ziggy (um sinfo) e vários outros (SIM, é um livro com vários personagens para quem gosta).

Eu sou uma daquelas pessoas que procura não se surpreender literariamente, mas cada caso é um caso, quando vejo a editora colocando um livro em uma propaganda enorme começa a gerar uma expectativa. Neste caso, comigo supriu, mas não chegou a um ápice. Acho que é o segundo de fantasia nacional que eu leio, e é um que eu pretendo acompanhar a série, porque acho que é uma história que pode melhorar a cada novo livro.

O autor escreve de maneira que a leitura flua bem, assim deixando o leitor mais apreensivo a cada página, porque não é um livro “parado”, ele mantém um nível de que a cada momento vai acontecer alguma coisa que vai mudar a história, além disso, o mundo que o autor desenhou na história é surpreendente.

Outro ponto interessante é a crítica social que o livro apresenta, um mundo altamente ditatorial, mostrando um povo que concorda com a política estabelecida e outras não, neste caso uma luta contra a deusa Una, portanto é um livro bem escrito.

Enfim, Felipe Castilho, te atrai pela sinopse, te prepara para uma leitura envolvente, a fantasia e o mundo trabalhado nesta obra te induzem a ficar preso ao livro, são personagens envolventes, porque você já se apega sempre a algum. Outra coisa que me marcou foi o trabalho do livro físico, os desenhos dos mapas, a cor preta que foi algo que me pegou desprevenida  porque eu não esperava um livro sombrio, e foi o que de primeira impressão a capa transmite, minha recomendação é que leiam, e vejam o quanto você pode se maravilhar com esse mundo.