Resenha | A mulher na janela (A. J. Finn)

A Mulher Na Janela
Não é paranoia se está realmente acontecendo.
A.J. Finn
R$ 35,80 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788580418323
ISBN-10: 8580418321
Ano: 2018 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.


Anna Fox é uma psicóloga especializada em crianças que após sofrer um trauma muito grande, desenvolve agorafobia. Pra quem não sabe o que é, Agorafobia é um transtorno psicológico que impede a pessoa de sair de casa em alguns casos mais graves, pois a pessoa fica com medo de lugares abertos, de socialização. Anna tem um caso de Agorafobia gravíssimo, onde ela está sem sair de sua mansão (porque a casa é IMENSA) há dez meses. Ela mora sozinha, mas tem um inquilino que mora no porão, que é um apartamento independente. 

Ela se consulta toda semana com um psiquiatra e faz fisioterapia também, em casa. Anna toma uma infinidade de remédios tarja preta, e apesar de saber que não deve, ela mistura com álcool. Ela é viciada em vinho, e bebe cada vez mais. Sua rotina consiste em ver filmes clássicos noir, thrillers psicológicos, em preto e branco de preferência, jogar xadrez online, aconselhar pessoas com o mesmo problema que ela no Ágora, uma espécie de rede social, e bisbilhotar a vida dos vizinhos com a sua Nikon D5500.
"Bisbilhotar é como fotografar a natureza: a gente não interfere no que está vendo."
Ela sabe de tudo que se passa em sua rua, quem está traindo quem, o que uma das vizinhas está lendo em seu clube de leitura, qual o programa que está passando na TV de outro, etc. E então, uma nova família se muda para a casa de frente, do outro lado do parque. E aí a vida de Anna, até então, monótona, ganha um toque de emoção e mistério. Primeiro, o filho do casal vai visitá-la, depois a mãe, depois o pai. Anna fica intrigada com aquela família e começa a bisbilhotar de forma obsessiva a vida deles. 

Após alguns dias observando aquela família, ela vê algo acontecer na casa. Ela até tenta ir lá, mas acaba tendo um forte ataque de pânico, onde vai parar no hospital. Quando ela acorda, tenta informar à polícia o que aconteceu mas ninguém parece escutá-la, ou acreditar nela! Todo mundo arruma uma justificativa para cada coisa que ela diz ter visto na casa, a polícia diz que foi investigar mas não encontrou nada. 

O fato de Anna ser obcecada por estes tipos de filmes, tomar remédios controlados misturando com muito álcool, a torna uma narradora totalmente não confiável, o que faz com que o leitor desconfie a todo instante dela. Será que isso tudo não é apenas fruto da imaginação fértil e obcecada por filmes policiais de Anna? Alguns desses medicamentos podem causar alucinações, principalmente se misturados com bebida alcoólica, e aí? Qual a probabilidade de alguém acreditar nela? Você acreditaria?
"Ultimamente ando falando sozinha com frequência. Não posso esquecer de comentar isso com Fielding."
Então, pra mim, desenvolvimento do livro foi um pouco arrastado, pois a protagonista não é confiável, ela bebe muito, mistura com remédios e divaga muito, o que torna algumas descrições um pouco monótonas, eu achei um pouco chato mas eu super compreendo o ponto do autor, e depois de ter finalizado a leitura, acho que foi um ponto a mais para tornar este livro tão insano quanto ele é. Logo no início dá pra saber o que aconteceu com Anna e porquê ela fica assim, apesar de só ser revelado de fato lá pela página 200 e tanto. 

Gostei muito das referências cinematográficas, para amantes do gênero policial/thriller, é um prato cheio pra gente se esbaldar. Ela cita muito diretores e filmes consagrados como Um corpo que cai, Janela Indiscreta, etc. Ela divaga muito, mas quando ela divaga sobre os filmes é legal. 

Os personagens secundários são intrigantes, mas de alguns eu gostaria de ter sabido um pouco mais, pena que o autor só deu uma pincelada, como o inquilino David, o detetive Little e a fisioterapeuta Bina, por exemplo. Mas o que mais gostei dos personagens principais é que ninguém é o que parece ser e tem um plot twist gigante nas últimas 50 páginas que me fez soltar vários palavrões aqui, eu realmente não imaginava, nem passou pela minha cabeça. Criei inúmeras teorias durante todo o livro, até acertei algumas, mas o desfecho foi pra lá de surpreendente. 

Eu gostei muito do final, como já disse, foi surpreendente e me pegou totalmente. Acho que esse livro daria um bom filme, não sei se os direitos já foram adquiridos, mas imagino a Anna como a Nicole Kidman, talvez pela cara de doida que a Nicole tem. HAHaHa. Recomendo pra quem curtiu A garota no trem. Como recebi a prova antecipada, não tenho como dar detalhes de revisão, diagramação e capa. O livro chega às livrarias HOJE! Corram lá pra adquirir e me depois venham aqui me falar o que vocês acharam!
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