Resenha | Vejo você no espaço (Jack Cheng)


Vejo Você No Espaço
Jack Cheng
R$ 23,90
ISBN-13: 9788551002674
ISBN-10: 8551002678
Ano: 2017 / Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

Alex tem onze anos e adora o espaço sideral, foguetes, sua família e seu cachorro, Carl Sagan - uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo autor de Cosmos e Pálido ponto azul. A missão de vida de Alex é enviar seu iPod dourado para o espaço, do mesmo jeito que Sagan (o cientista, não o cachorro) enviou os Discos de Ouro nas sondas Voyager, em 1977, com sons e imagens da Terra, a fim de mostrar aos extraterrestres como é a vida no nosso planeta. Por isso, Alex constrói um foguete. E por isso ele viaja do Colorado ao Novo México, de Las Vegas a Los Angeles, gravando tudo o que acontece pelo caminho. Ele encontra pessoas incríveis, gentis e interessantes, desencava segredos e descobre que, mesmo para um menino com uma mãe complicada e um irmão ausente, família pode significar algo bem maior do que se imagina.
Um livro tocante e delicioso sobre aprendermos a discernir realidade e aparências, Vejo Você No Espaço é uma lição de que família também se constrói e de que, com honestidade, força e amor, nos tornamos tão grandes quanto o próprio universo.




Com essa capa linda Vejo você no espaço entrou logo na lista de desejados. Tive boas experiências com livros narrados por crianças nessa faixa etária do Alex, 11 anos, mas esse não atendeu minha expectativa.

Alex é um garotinho muito esperto que aprendeu a se virar sozinho por causa dos "dias quietos" da mãe. Nesses momentos em que ele se preocupa em fazer a comida, cuidar da casa, fazer compras e em não incomodar a mãe, parece ser mais velho. Em uma ida ao mercado ele encontrou um filhotinho de cachorro abandonado no estacionamento. Levou pra casa e se comprometeu a trabalhar no posto de gasolina organizando revistas para comprar a ração, já que seu irmão, Ronnie, disse que não teria condições de manter mais essa despesa. Ronnie tem 24 anos e mora em Los Angeles. O cachorrinho foi batizado de Carl Sagan em homenagem ao astrônomo, herói de Alex.

Inspirado no Dr. Carl Sagan, Alex resolve gravar sons e contar como é a vida na Terra para enviar para o espaço. E esse é o diferencial do livro, a forma como ele é narrado. É como se estivéssemos ouvindo essas gravações, o que pode ser interessante no começo mas em alguns momentos se torna cansativo. Pra quebrar um pouco isso, tem alguns momentos que são gravados diálogos, o que faz a leitura fluir melhor.

Alex é um amante de tudo relacionado ao espaço e quer participar de um Festival de Foguetes que vai acontecer no Novo México, para assim mandar seu iPod pro espaço. E ele viaja sozinho, dá pra acreditar? Como uma criança de 11 anos consegue ir pra outro estado sozinha? Ah, ele leva o Carl Sagan junto e durante sua jornada ele conhece algumas pessoas.

O pai dele faleceu, mas Alex queria saber mais sobre ele, e sua mãe e irmão não gostam de tocar no assunto. Ele se cadastra em um site e recebe um email informando que um homem com o mesmo nome e data de nascimento do pai tem um endereço em Las Vegas. Por que não esticar essa viagem não é mesmo? Aqui temos um pouco da inocência do Alex em acreditar que o pai está vivo e na verdade perdeu a memória. Então ele precisa encontra-lo e levá-lo pra casa, pra que quem sabe assim, ele possa ter a família junto de novo. E essa busca pelo pai faz com que Alex encontre o que precisava encontrar.

"Terra: (...) Pouquíssimas pessoas têm o que você tem.Alex: E o que eu tenho?Terra: Um plano, uma missão. Você sabe o que quer. Muita gente acaba desistindo no primeiro obstáculo e depois tenta derrubar quem tem coragem de fazer o que elas não têm."


Por só ouvirmos o que o Alex conta, demora um pouco para sabermos o que realmente aconteceu com essa família e porque Alex vive tão sozinho em casa, mas tem vários amigos online. Ficar no escuro por tanto tempo me incomodou um pouco. 

Alex em muitos momentos faz jus a sua idade, tem aquela inocência gostosa em algumas perguntas, não entende bem o que se passa ao redor, vê o mundo de uma forma que os adultos não veem. Acredita que sonhos podem ser realizados e transforma isso em meta. Ele vai atrás do que quer. Por outro lado ele também é chato e chorão às vezes, mas passando por tudo que ele passa é até compreensível.

Foi uma viagem com altos e baixos, com alguns momentos engraçados e outros tensos e tristes. E principalmente pro Alex foi uma viagem de descobertas, e pra todos os envolvidos foi um aprendizado.

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2 comentários

  1. Oi Renata, tudo bem com você? Confesso que não conhecia o livro, mas a capa realmente chamou bastante a minha atenção. Porém, ao ler a sua resenha, percebi que não seria uma leitura que me prenderia. Parabéns pela resenha! Bjkas

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  2. Oi, Carolina
    A capa é lindinha,adoro quando tem céu estrelado...rs
    Uma pena a história não atingir minha expectativa.
    Obrigada
    Bjs!

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