Resenha | A livraria (Penelope Fitzgerald)

A Livraria
Penelope Fitzgerald
R$ 22,90
ISBN-13: 9788528622829
ISBN-10: 8528622827
Ano: 2018 / Páginas: 160
Idioma: português 
Editora: Bertrand Brasil

O livro que deu origem ao filme estrelado por Emily Mortimer, de A ilha do medo, e Patricia Clarkson, de House of Cards Florence Green, uma viúva de meia-idade, decide abrir uma livraria — a única — na pequena Hardborough, uma cidade costeira no interior da Inglaterra. Florence não esperava, contudo, que seu projeto pudesse transformar Hardborough em um campo de batalha: enquanto a influente e ambiciosa Violet Gamart, que tinha outros planos para a centenária casa que ela escolheu como sede, faz de Florence sua inimiga, a empreendedora também conquista um aliado na figura do excêntrico Sr. Brundish. Na história de Florence Green enfrentando a cortês mas implacável oposição local, vê-se a denúncia de uma estrutura de privilégios apoiada em invejas e crueldades, e, no microcosmo de Hardborough, Penelope Fitzgerald monta um cenário repleto de detalhes precisos e personagens atemporais.

A Livraria, é um daqueles clássicos que você pode ler no mesmo dia, ver a história de vida da protagonista, se emocionar ou não, e no fim, suspirar e dizer se foi um bom ou mau livro, vai depender muito do que você espera dele. No meu caso, esperei muito para me decepcionar já na apresentação do livro.... E que apresentação ruim! 

Neste livro conhecemos Florence, uma mulher viúva que decide investir todo o seu patrimônio em uma livraria para uma pequena cidade no litoral da Inglaterra, porque ela achava que as pessoas precisavam de mais cultura. Porém, no decorrer de todo o livro vemos personagens secundários como o banqueiro, questionando-a se vale a pena esse investimento, principalmente porque na época em que essa história passa percebemos problemas econômicos, como a recessão. 

Vemos personagens secundários, alguns sem tanta importância, a maioria é por conta do relacionamento com a livraria e não com a protagonista, e uma delas é Violet, que é a antagonista ou vilã da história. 

O livro tem menos de 200 páginas, e o que me decepcionou foi o fato de que a obra é lenta, por mais que fosse um livro pequeno me senti lendo um daqueles livros paradidáticos que a escola passou, e fui obrigada a ler. Por ser uma obra de uma autora já famosa, recheada de grandes obras reconhecidas, minha primeira experiência com ela foi decepcionante.

A protagonista é uma personagem forte, ela não desiste da sua vontade em ter a livraria, mas sua antagonista, achei bem mais trabalhada, orgulhosa, poderosa, pode-se dizer que a autora quis discutir altamente essa ideia de bem e mal, que foi construído durante o enredo da história, juro que é para mim, a única parte emocionante.

Vamos falar da parte que menos gostei do livro, e acho que foi a edição desta obra que fez com que eu me decepcionasse com este livro: APRESENTAÇÃO... Tenho amigas que não lêem sinopse por causa de spoiler, imagina ler uma apresentação explicando o livro? Para que? Gente, foi decepção total com isso, explicou passagens, a história, personagens... Deixasse isso para o final, não para o começo, acaba com o livro.

A edição é bonita, livro fino, páginas grossas e fonte grande, talvez dependendo da leitura, e do clima que você está lendo, termine rapidamente. Meu conselho é que, caso você compre essa edição, pule a apresentação, leia só ao final. 


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Um comentário

  1. Oi Carol, tudo bem com você?
    Quando vi a sinopse do livro achei a premissa super interessante. Mas ao ler a sua resenha, confesso que fiquei receosa em procurar saber mais sobre o livro, pois acho que irei me decepcionar durante a leitura.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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