Resenha | Aos dezessete anos (Ava Dellaira)


Aos Dezessete Anos

Ava Dellaira
R$ 24,72 até R$ 34,90
ISBN-13: 9788555340673
ISBN-10: 8555340675
Ano: 2018 / Páginas: 448
Idioma: português 
Editora: Seguinte


Em seu novo romance arrebatador, a autora de Cartas de amor aos mortos apresenta uma mãe e uma filha que precisam compreender o passado para poder seguir em frente. Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.
Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.



Nesse livro vamos conhecer a história de Angie e Marilyn, mãe e filha que só tem uma a outra. Mas o que aconteceu com o restante da família? Pai, tios, avós? Angie sempre quis saber mais sobre o pai, mas sua mãe, Marilyn, toda vez que era questionada a respeito da família sempre chorava e com isso Angie parou de perguntar. O que sua mãe lhe disse é que o pai e o tio morreram num acidente de carro, mas ao encontrar uma foto dos pais felizes juntos, o desejo de saber mais toma conta da Angie. Ela descobre que o tio pode estar vivo e resolve ir atrás dele. Se sua mãe mentiu a respeito disso, será que mentiu também a respeito da morte do pai? Motivada a descobrir mais sobre sua família ela conta com a ajuda de Sam, seu ex-namorado, para ajuda-la.

"Tem algo nas fotografias, ou pelo menos nas que importam - elas parecem preservar a memória, não de um único momento, mas de todos os momentos invisíveis que levaram àquilo."

E assim voltamos 18 anos atrás, para conhecermos a jovem Marilyn. Sua mãe, Sylvie, acredita que a beleza de Marilyn é a solução para todos os seus problemas, e como sua filha já fez um comercial, acredita que Marilyn tem tudo pra ser uma grande estrela. Só que a verdadeira paixão de Marilyn é ficar por trás das câmeras, fotografando. Elas se mudam para Los Angeles e vão morar com o tio da Marilyn. Ela acaba se apaixonando pelo seu vizinho James.

"- É, te entendo. Quer dizer, você tem que ser quem as pessoas que ama esperam que você seja. E nem sempre é você mesmo, infelizmente."

Os capítulos são alternados entre a Angie e a Marilyn de 17 anos, e conforme Angie avança na sua busca no presente, vamos vendo a relação de amor entre Marilyn e James sendo construída e todos os sonhos e planos deles. E quanto mais via a maneira que Marilyn aceitava a imposição da mãe e ao mesmo tempo estudava para entrar na faculdade, a vontade de saber logo que tinha acontecido para as coisas terem dado errado aumentava. 

Os capítulos são longos, o que torna a leitura cansativa, mas a vontade de descobrir o que realmente aconteceu para Angie crescer sem o pai motiva a continuar a leitura. E no final, quando as coisas começam a ser reveladas, os capítulos ficam menores e a leitura flui melhor.

Marilyn é branca e loira, Angie é negra assim como seu pai. A autora aborda o preconceito, mas acredito que esse tema poderia ter sido melhor trabalhado. Principalmente quando as informações do passado são reveladas, as coisas se resolvem tão rápido, que fiquei me perguntando se precisava de tudo isso mesmo. 
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Um comentário

  1. Eu vi muita divulgação nas redes sociais sobre esse livro, mas não sabia muito bem o que esperar. Ao ler sua resenha, percebi que é uma obra de auto-descobrimento, o que é sempre interessante quando o personagem cativa durante a leitura.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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