Resenha | Leah Fora de Sintonia (Becky Albertalli) Creekwood #2

Leah Fora de Sintonia
Creekwood # 2
Becky Albertalli
R$ 18,00 até R$ 27,99
ISBN-13: 9788551003817
ISBN-10: 855100381X
Ano: 2018 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Intrínseca
Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Leah fora de sintonia é continuação do livro Com amor, Simon e pelo título dá pra perceber que cada livro é focado em um personagem. Eu não li o livro do Simon, mas vi o filme e achei muito fofinho. Não sei dizer até que ponto foi fiel ao livro, mas deu pra ter uma base pra iniciar o livro da Leah. Como é uma continuação direta do livro anterior, não teve uma boa introdução dos personagens, a autora pressupõe que a gente já conheça todos.

Não costumo ler um livro 2 sem ter lido o primeiro, por mais que digam que são histórias independentes, acredito que fica faltando algo pra história ficar completa e foi isso que senti no começo desse livro, mas depois que me situei na história e com os personagens a leitura fluiu muito bem. A autora tem uma escrita leve e como a maioria desse tipo de livro, é fácil de ler.
Gostei da Leah do filme, mas no início desse livro ela parecia outra pessoa o que não me agradou, mas na real, essa é a verdadeira Leah... rs

Só li a sinopse depois que já tinha lido mais da metade do livro, e na sinopse diz que ela odeia muitas coisas e é desse jeito mesmo, o que a torna chata durante boa parte do tempo, porque em certos momentos são  totalmente desnecessárias as explosões que ela dá.

Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da Leah, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

“Às vezes, eu me sinto deixada de lado até quando a vida continua junto comigo.”

Como típico romance americano de adolescentes partindo pra fase adulta, os personagens estão perto de se formar e a trama gira em torno de questões como: “Vou conseguir entrar na faculdade desejada? O namoro a distância vai dar certo? Será que é melhor terminar agora? Devo escolher a faculdade pensando pra onde meu namorado vai ou a que eu quero realmente ir? Com quem eu vou ao baile? O que vou vestir? Vamos continuar amigos?” Além disso questões como sexualidade e preconceito racial são abordadas.

Leah mora com a mãe e a relação delas é bem aberta. Sua mãe sabe tudo sobre os seus amigos e é a única pessoa que sabe que ela é bissexual. E esse foi um dos pontos que me incomodou na atitude da Leah, porque aparentemente ela é bem resolvida com isso, mas ao mesmo tempo ela não assume isso pros outros. Certo que ninguém precisa ficar afirmando ser hetero, homo ou bi, só que a Leah fez disso um segredo pra todos os seus amigos, que claramente não a tratariam diferente por causa disso, principalmente seu melhor amigo Simon, mas ela ficava com raiva das pessoas quando insinuavam algum possível envolvimento dela com uma mulher. Eu não entendia essas explosões.
Eu sabia que o livro iria abordar o romance dela com uma menina, mas não consegui não shippar ela com o Garrett que foi bem legal durante o livro todo. 

Fiquei bem surpresa quando percebi por quem ela estava apaixonada, porque como disse anteriormente ela praticamente odiava todo mundo e ela sempre tinha comentários ruins sobre essa garota em questão, tudo o que ela fazia irritava a Leah, e eu ficava irritada com a Leah por essa raiva sem sentido, só que não conseguia ver as duas juntas, embora tudo na vida delas conspirasse pra isso. Toda essa relação foi construída com muitos conflitos, internos e externos e como bom clichê, tudo foi resolvido na noite do baile.

Leah é meio cabeça dura as vezes, sua mãe está namorando e ela não suporta a ideia de ter um padrasto, por mais que a mãe peça pra ela dar um chance pra conhecer o cara, ela faz questão de ser chata e tem problemas em até mesmo aceitar o dinheiro da pensão do pai pra comprar o que ela precisa. 

Quando não concorda com algo ela fala o que pensa e esse é um dos pontos positivos dela, defende os amigos e o que acredita, mas tem dificuldade em perdoar quando alguém vacila. Com esse seu jeito ela amedronta as pessoas por achar que ela é sempre segura de si, mas como qualquer pessoa, ela também tem suas inseguranças. Leah faz parte de uma banda só de meninas e toca bateria super bem, mas não quis entrar pro teatro por ter medo de não ser boa, ela não teve coragem nem de tentar, mas está sempre por ali pra dar uma força pros amigos. Ela também desenha super bem, mas sempre acha que seus desenhos não são bons o suficiente.

Leah não é uma personagem fácil de gostar, na maior parte do tempo eu não gostei, mas quando Simon e Bram estavam presentes, a melhor versão da Leah aparecia. Sem falar que quando esse casal aparecia o clima era sempre de muita fofura. Ah, também tem referência de músicas e livros, principalmente de Harry Potter porque a Leah ama HP (e nem ouse falar que acha só legal perto dela, ela quase tem um treco porque isso é inaceitável....kkk)

A autora enrolou com certas coisas e no fim não aproveitamos o início do amadurecimento da Leah, acabou sendo bem rápido e eu gostaria que tivesse tido um pouco mais da Leah que não odeia o mundo. No geral foi uma leitura ok, é um bom livro pra se ler quando você procura algo leve e uma leitura rápida.

por Renata Kerolin
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Um comentário

  1. Oi Dana, tudo bem?
    Eu não li o livro, mas ao ler a sua resenha tive a impressão de que a autora deveria ter parado no primeiro rs.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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