Resenha | Eu perdi o rumo (Gayle Forman)


Eu Perdi o Rumo

Gayle Forman
R$ 30,90
ISBN-13: 9788580418835
ISBN-10: 8580418836
Ano: 2018 / Páginas: 272
Idioma: português 
Editora: Arqueiro


Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder.
Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho.
Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.




A minha primeira experiência com a escrita da Gayle Forman não foi positiva, li Se eu ficar e não gostei, mas por causa de uma amiga que adora seus livros, dessa capa e desse título resolvi dar uma nova chance para a autora. E estou aqui pra recomendar essa livro que me conquistou com sua forma simples e ao mesmo tempo complexa na abordagem sobre perdas.

Freya perdeu sua voz. Ela é uma cantora que ficou conhecida por vídeos postados na internet e está preste a gravar o seu primeiro álbum. A música esteve presente na sua vida desde que nasceu e foi um dos motivos que fez ela ser tão próxima do pai e da irmã, mas as coisas mudaram.

Harum perdeu seu amor. Sua família veio do Paquistão, e são abordados alguns costumes do país. Se sua família não aceita a esposa do irmão porque ela é americana como vão aceitar que ele está apaixonado por um garoto? Harum sempre quis ser o filho “certinho” e não tem coragem de contar a verdade pros pais.

Nathaniel perdeu sua casa. Quando criança seu pai disse que eles pertenciam a uma sociedade de dois e por um tempo Nathaniel foi feliz assim, mas em outros momentos era difícil viver com o pai que as vezes parecia ser tão sábio e em outros parecia não conseguir distinguir o que era ficção e o que era realidade.

Adorei o primeiro capítulo e a maneira que os personagens são apresentados dando um panorama de como estava a vida deles um pouco antes de se encontrarem.

O que eles tem em comum, a princípio, é o pensamento "Eu perdi o rumo".
Os capítulos são longos e cada capítulo tem um tema que vai norteando a narrativa, mas não é nenhum pouco cansativo porque cada capítulo é subdividido e temos a visão dos 3 personagens contada em partes. A leitura flui muito bem.

Eu achei incrível a maneira que a autora foi conectando todos os acontecimentos. A história em si se passa em um único dia, mas conseguimos ter a profundidade dos dramas de cada um porque aos poucos vamos descobrindo o que aconteceu no passado e entendendo melhor porque cada perda é tão significativa e a maneira que eles estão agindo por causa do que perderam.

Foi muito bonito acompanhar a amizade que surge entre o trio depois de um encontro inesperado, e maneira que cada um deles se prende ao outro para poder superar esse dia e ter força pra enfrentar os outros que virão. E como a razão inicial de fazer bem a eles mesmo vai mudando conforme vão passando mais tempo juntos.

Sabe aquele dia que parece mudar o rumo da nossa vida? Algo acontece e alguém entra na nossa vida e nos ajuda a ver um novo caminho a seguir? Dá aquele primeiro passo com a gente?
Essa é a importância que Freya, Harum e Nathaniel tem na vida um do outro.

Por mais que sejam coisas diferentes e nem saibam o que realmente aconteceu uns com os outros, eles sabem que precisam estar ali, juntos.

“Pode soar como um fardo, mas na verdade é o oposto. Portar a perda de alguém é ser o guardião do seu amor. Compartilhar a própria perda com alguém é uma forma de dar o próprio amor.”


Adorei acompanhar esse dia com eles, ir descobrindo um pouco mais de cada um e vendo as coisas acontecerem e também por esse motivo o final não me agradou tanto, porque eu queria mais, queria saber do depois. Senti falta de um epílogo, mesmo assim é um livro que eu recomendo. Se tivesse naqueles dias de bobeira com tempo disponível pra ler, teria lido de uma vez só porque é bem gostosinho de ler.

Por Renata Kerolin



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Um comentário

  1. Oi Dana, oi Renata, tudo bem?
    Esse livro tem uma vibe mais emocional e no momento não é uma leitura que eu faria, pois tenho a impressão de que entraria em uma baita ressaca literária depois de terminar o livro.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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