Resenha | O livro do juízo final (Connie Willis) Oxford Time Travel #01


O Livro do Juízo Final
Oxford Time Travel # 1
Connie Willis
 R$ 46,26 até R$ 67,90
ISBN-13: 9788556510389
ISBN-10: 8556510388
Ano: 2017 / Páginas: 576
Idioma: português 
Editora: Suma de Letras Brasil

Para Kivrin, que se prepara para um estudo de campo em uma das eras mais mortais da história humana, viajar no tempo é tão simples quanto tomar uma vacina desde que seja uma vacina contra as doenças encontradas na Idade Média. Já para seus professores, isso significa cálculos complexos e um monitoramento constante para garantir o reencontro. No entanto, uma crise de proporções inimagináveis pode colocar o futuro de Kivrin, e de todo o Reino Unido, em perigo. Seu professor mais próximo, o sr. Dunworthy, fará de tudo para resgatá-la. Mas até que ponto é possível desafiar a morte.
De 1300 a 2050, Connie Willis faz um trabalho magnífico na construção de personagens complexos, densos e pelos quais é impossível não sentir empatia. O livro do juízo final é ao mesmo tempo uma incrível reconstrução histórica e uma aula sobre o poder da amizade.



O livro do juízo final entrou na minha meta de leitura após o meu primeiro contato com a autora Connie Willis, no livro Interferências. Foi um das melhores leituras que fiz esse ano, amei e recomendo (tem resenha aqui no blog). E por esse motivo minha expectativa estava alta, gostei da narrativa e dos personagens, mas infelizmente não posso dizer o mesmo do livro do juízo final.

Sabia que a história seria completamente diferente, mas por ter como base viagem no tempo estava bem animada. E no começo a leitura estava super interessante, porque eu estava naquela expectativa de algo grandioso que estava por vir. Teve sim algo grandioso, mas não foi como eu esperava.

Os personagens tem nomes esquisitos e demorei um pouquinho pra conseguir visualiza-los, já que as características físicas deles não são bem descritas, bem como alguns cenários e também não ficou claro pra mim como surgiu a possibilidade de viajar no tempo. A história já começa com os preparativos para um salto temporal bem arriscado. As vésperas do Natal muitas pessoas da Universidade já entraram de recesso e foram viajar. A pessoa que fica como responsável autorizou Krivin a voltar para a Idade Média e escala um estudante do primeiro ano para cuidar dos preparativos. Dunwhorty tem Krivin como uma filha e se preocupa com o que pode acontecer com ela. Voltar tanto no tempo assim é arriscado, e pede para sua pessoa de confiança, Badri, ficar responsável pelas coordenadas e envio de Krivin pro passado.

Ela se preparou para essa viagem, estudou tudo o que tinha sido documentado sobre a época, costumes, língua, vestimentas e tomou uma série de vacinas para estar preparada para o grande dia. Criou um personagem e uma história para contar quando fosse encontrada sozinha, mas não imaginou como poderia ser tão difícil, apesar das inúmeras vezes que Dunwhorty disse isso pra ela e aconselhou ela a não fazer isso por ser muito perigoso.

A principio eu estava bem empolgada com o que Krivin encontraria e que aventuras iria viver, mas quando ela volta no tempo, acorda doente. Ela é levada para uma casa onde recebe cuidados, nos primeiros dias ela delira, não consegue distinguir o que é real ou não, não entende o que as pessoas falam, não consegue se comunicar, não entende como ficou doente se tomou as vacinas. Essa parte é bem descrita e conseguimos sentir toda a aflição e impotência da personagem. Ela acaba se afeiçoando pelo padre que a salvou e na pior parte da doença segurou a sua mão e disse que ela ficaria bem e na família que lhe deu abrigo, formada pela sogra, mãe e duas filhas. Posteriormente ela passa a tomar conta das crianças e vamos acompanhando alguns costumes da época e a preocupação de Krivin por não se lembrar onde fica o lugar que chegou para poder voltar na data combinada para voltar para casa.

O livro intercala presente e passado e os registros que Krivin faz da sua estadia.

Em 2054, Badri antes de desmaiar avisa pro Dunwhorty que algo deu errado. E assim começa a angustia para saber o que deu errado, enquanto acompanhamos a cidade ficando em quarentena por causa de um vírus. Será que Badri e Krivin estão com a mesma doença? Esse vírus veio da rede? Mas a rede é segura e não permite essa transmissão. O que pode ter dado errado?

Pela proximidade do Natal e por causa da quarentena é muito difícil encontrar alguém que possa verificar se está tudo certo com a viagem de Krivin. 

E durante essa parte a leitura prendia, mas depois a história entra em um ciclo onde só temos essa preocupação e pessoas doentes. Os sintomas são bem descritos, assim como o sentimento de se sentir perdido e sem saber o que fazer, os questionamentos em porque Deus permite que tantas pessoas sofram por causa dessa doença. Foi um castigo? A fé de algumas pessoas é abalada, outras são julgadas por algo que foge do seu controle.

Durante boa parte do livro a leitura foi arrastada, eu não encontrava nada de novo nas páginas, basicamente eram os mesmos diálogos e preocupações repetidos várias vezes e acabou ficando bem cansativo. Vi bons comentários desse livro, pra mim não foi uma boa leitura, mas quem procura um relato sombrio da Idade Média deve gostar.


Por Renata Kerolin
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