Resenha | Todo o tempo do mundo (Maurício Gomyde) por Renata Kerolin

Todo O Tempo do Mundo
Maurício Gomyde
R$ 34,90
ISBN-13: 9788582467510
ISBN-10: 8582467516
Ano: 2018 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Astral Cultural
E se você um dia descobrisse que viaja ao passado toda vez em que fica muito feliz? E que vai ao futuro toda vez em que fica muito triste? Pois isso é o que acontece com Vitor Pickett.
Tudo começou na noite em que ele beijou Amanda, e Vitor nunca teve chance de descobrir se aquilo é dádiva ou maldição, porque, ao fim daquela festa, Amanda foi embora para outro canto do mundo, para nunca mais voltar.
Vinte anos depois, ele é um recluso dono de vinícola numa cidadezinha do Sul do Brasil, e acha que ela morreu num atentado; Ela, entretanto, é casada e gerente da livraria mais bonita do mundo, em Buenos Aires.
Mas um reencontro inesperado poderá mudar tudo. Vitor entenderá por que viaja no tempo? Amanda revelará que não é quem ele sempre imaginou? Aquele amor renascido será mais poderoso do que tudo que os separa?
As respostas dependerão de Vitor subverter a lógica insana de seu corpo e conseguir alterar um fato do passado. Porque, se é verdade que quando a primeira lágrima desce do olho esquerdo, o choro é de tristeza, e quando desce do direito o choro é de felicidade, aquele poderá ser o sinal mais poderoso de suas vidas...


Sempre gostei de ver filmes ou ler livros sobre viagem no tempo, e por isso estava bem animada e com expectativa alta para essa leitura. Confesso que por ser um romance, estava imaginando que seria algo parecido com o filme Questão de Tempo, que eu adoro, mas não foi nada como imaginei.

O livro tem capítulos alternados entre os personagens principais, Amanda e Vitor. Eles estudaram juntos, se apaixonaram e no dia 7 de dezembro de 1997, após se beijarem tem a vida mudada. Amanda se muda para o Quênia com os pais e o Vitor descobre que consegue viajar no tempo. Ele tem certeza que essa coisa incrível que aconteceu com ele tem tudo a ver com ela, mas eles perdem o contato e seguem com a vida.

"O beijo roubado na primeira rodada desencadeou outra história, numa bifurcação da minha existência à qual nunca vou ter acesso? Se sim, tomei um tapa? Ela me disse “te odeio”? Ou, como há vinte anos, “te adoro”? Quem é ela? Por que só consigo alterar o passado com ela? Qual é o gatilho que me faz conseguir alterá-lo?"

Amanda teve muito sofrimento na sua vida, teve depressão, mas encontrou alguém que a principio fazia bem pra ela. Após o salto de tempo nós a vemos presa em um relacionamento abusivo, mas, na minha opinião, tanto a depressão como esse relacionamento dela com o marido não foram bem trabalhados, ela continuava casada não sei por qual motivo, porque nem a personagem sabia, não tinha nada que a prendesse a ele, então ela vivia reclamando e não fazia nada pra mudar. Ficou cansativo. Uma coisa legal da história é que Amanda mora na Argentina, então alguns pontos turísticos são mencionados mas acho que poderiam terem sido melhores descritos. Ela trabalha na livraria El Ateneo, considerada uma das mais bonitas do mundo. Como boa leitora que sou, lógico que adoro quando falam de livros em livros e a Amanda tem um ritual de abrir um livro ao acaso e ler alguma frase, meio que um biscoito da sorte.

Vitor teve uma vida bem incomum, desde o dia que beijou a Amanda percebeu que quando ficava feliz ele voltava ao passado e quando ficava triste ele ia para o futuro, mas não ficou muito claro pra mim o que realmente acontecia na ida ao futuro. Ele tem um registro de todas as viagens, o dia, uma escala e o que ocasionou. Por causa disso ele acabou se isolando, e as pessoas ao seu redor o consideravam estranho. Já adulto ele foi morar em uma cidadezinha no sul do Brasil e é considerado o príncipe dos espumantes, por causa da qualidade dos seus produtos que produz.

"O que é felicidade genuína pra você, (...)?"

Depois de 20 anos da despedida deles, eles se reencontram em uma festa com ex-alunos da turma e tem a confirmação que o sentimento permanece o mesmo, mas muitos desencontros acontecem depois disso. Eu tive vários problemas com essa leitura, não senti esse amor dos personagens, não consegui me conectar com eles, não teve nenhum personagem marcante, e como eu disse inicialmente a questão da viagem no tempo não foi como eu imaginava, achei fraco e o final foi ok, mas mesmo assim a leitura fluiu, a diagramação da Astral é boa para ler e eu conclui essa leitura em 2 dias.

"A vida é apenas uma, e não há de ter coisa pior do que chegar ao fim dela, olhar para trás e só então perceber que você deixou de fazer algo que poderia ter sido a sutil diferença entre uma vida normal e uma incrível."


Por Renata Kerolin


0 comentários via Blogger
comentários via Facebook

Nenhum comentário

Obrigada pelo seu comentário, ele é muito importante para mim!