Resenha | Esse Duque é Meu (Eloisa James) Contos de fadas #5


Esse Duque é Meu
Contos de Fadas # 5
Eloisa James
R$ 29,90 até R$ 44,99
ISBN-13: 9788580419429
ISBN-10: 8580419425
Ano: 2019 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Nas mãos de Eloisa James, autora de best-sellers do USA Today e The New York Times, os contos de fadas que amamos quando crianças assumem uma nova vida vibrante e sensual.
Era uma vez, numa época não muito distante…
Para Olivia Lytton, seu noivado com o duque de Canterwick é mais uma maldição do que uma promessa de ser feliz para sempre. Pelo menos o título de nobreza dele ajudará sua irmã, Georgiana, a garantir o próprio noivado com o carrancudo – e lindo – Quin, o duque de Sconce, um par perfeito para ela em todos os sentidos.
Quer dizer, menos em um, porque Quin está apaixonado por Olivia. A curvilínea, teimosa e inconformista irmã gêmea de sua noiva desperta um desejo desconhecido nele. Mas Quin nunca coloca a paixão à frente da razão, e a razão lhe diz que Georgiana é a noiva perfeita.
Quando eles não conseguem resistir à paixão, correm o risco de colocar tudo a perder – o noivado de Olivia, a amizade dela com a irmã e o próprio amor dos dois.
Agora só há uma coisa capaz de salvá-los, e ela espera no quarto, onde um magnífico colchão guarda respostas transformadoras ao enigma mais romântico de todos.
No quinto livro da coleção Contos de Fadas, Eloisa James traz de volta à baila uma pergunta antiga: será que a perfeição tem alguma coisa a ver com o amor?

Esse Duque é meu é o quinto e último volume da série Contos de fada da Eloisa James que tem como base a história dos clássicos contos de fada. Os livros são independentes e por isso não precisam ser lidos na ordem de lançamento. 

Dessa vez a autora se inspirou em A princesa e a ervilha e confesso que não conheço bem essa história, então além da parte de sentir a "ervilha" no colchão e que a mãe estava encarregada de escolher a futura esposa do filho, se a autora colocou outras referências a história original, eu não sei.

Um acordo feito entre os seus respectivos pais na época do colégio, determinou a vida de Olivia e Rupert antes mesmo deles nasceram. Os pais queriam que seus filhos se casassem e assim Olivia cresceu sabendo que seria uma duquesa um dia. A mãe de Rupert faleceu quando ele nasceu, e as complicações no parto afetaram Rupert, é o que todos dizem, e por isso zombam do seu jeito sensível de ser. 

Olivia nasceu um pouco antes de sua irmã gêmea Georgiana, coisa que aparentemente ela e os pais lamentam, afinal Georgiana é a filha exemplar e daria uma ótima duquesa. Os pais não tem títulos e se sentiram honrados com a proposta do duque, por isso investiram na educação das filhas, claro que na educação que competia a uma mulher para ser uma boa esposa e no caso de Olivia, uma duquesa. Para isso sua mãe teve como base o livro O espelho dos elogios, que havia se convertido em um best-seller de forma surpreendente por ter sido escrito pela duquesa viúva. Ele conta com vários ensinamentos de como um dama deve se portar, tipo "A verdadeira dama prefere a reprovação delicada a um elogio extravagante."

Olivia não suporta a duquesificação, maneira que as irmãs chamavam o processo de formação de duquesas, no qual ambas participaram. Ela adora zombar das coisas, faz trocadilhos inapropriados para uma dama, é sarcástica, tem um corpo fora do padrão desejado e não tem o menor interesse em se casar com o Rupert e quando ele decide que vai lutar na guerra é um alívio. Nessa despedida ela passa a ver o Rupert de uma maneira melhor e fica encarregada de cuidar da cachorrinha dele, Lucy. 

Como uma forma de agradecimento a Olivia, o Duque de Canterwick, pai de Rupert, conversa com a duquesa viúva e ela passa a considerar Georgiana como uma das candidatas a se casar com o seu filho, o Duque de Sconce, Quin e assim as duas irmãs vão para a casa de campo dele. A Duquesa viúva preparou uma série de testes para avaliar as candidatas, e a elegância, graciosidade, educação e porte da Georgiana tornavam ela a melhor escolha.

Quin causou uma boa impressão nas duas irmãs e fiquei preocupada que isso poderia ser um problema entre elas, o interesse pelo mesmo homem e fiquei até meio desanimada em continuar a leitura e ainda bem que a autora não seguiu por esse caminho. Foi bom de ler a interação entre todos eles, principalmente as conversas entre Olivia e a Viúva que eram recheadas de farpas, onde Olivia usava o que a Duquesa escreveu contra ela mesma. Foram diálogos bem construídos e nem preciso dizer que a mulher que aos olhos da Duquesa não tinha nenhum atributo para casar com o seu filho, e ainda por cima já estava noiva, foi justamente a que despertou o interesse de Quin.

Olivia ficou boa parte do livro em um dilema, Quin foi educado com todas mas sabia quem queria de verdade e nesse impasse o romance foi surgindo. O livro tem capítulos alternados entre os pontos de Olivia e Quin e eu sempre gosto quando isso acontece. Gostei de como algumas coisas se desenrolaram mas outras eu não curti, principalmente das coisas que aconteceram quando estava me aproximando do fim da história.

Nesse ponto o ritmo de leitura caiu para mim, a autora resolveu seguir o caminho mais fácil para resolver as coisas e deixou de desenvolver melhor o fechamento da história. Eu gostaria de ter lido mais sobre determinados personagens e a forma que reagiram a resolução das coisas, ficou vago. Ainda assim é um bom livro para quem gosta de romances de época, porque ele foge um pouco do que estamos acostumados, mas permanece com aqueles elementos que costumam estar presentes na maioria dos livros desse estilo. Uma protagonista que se destaca do padrão dito correto para época (e nesse caso há uma boa mensagem sobre aceitação do próprio corpo), cheia de vida, que sobe em árvores e tem um senso de humor diferenciado, que se preocupa com os outros e mantem sua decisão quando necessário e um protagonista que está seguindo com a vida, superando um trauma e que tem seus momentos fofos.

Por Renata Kerolin
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