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Resenha + SORTEIO | Um dorama para chamar de meu (Marina Carvalho)

Um Dorama Para Chamar de Meu
Marina Carvalho
ISBN-13: 9788582469873
ISBN-10: 858246987X
Ano: 2019 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Astral Cultural

Mariana Pena orgulha-se de seu trabalho como assessora de comunicação. É tão dedicada que foi transferida para a sede da agência, a Comunicarte, em São Paulo, onde acaba recebendo maior reconhecimento profissional. Não poupa esforços para realizar suas tarefas com competência e dedicação, característica adquirida durante os anos em que treinou boxe com o pai, com quem aprendeu a ter disciplina e muita força de vontade. Não é qualquer pancada da vida que a derruba.

Nem mesmo a nova missão à que foi designada: assessorar o fotógrafo sul-coreano, radicado no Brasil desde a infância, autor de coletâneas de fotografias que registram o ser humano inserido em suas rotinas, durante a turnê do último lançamento, Retratos. Além de talentoso, Joaquim Matos – ou Yoo Hwa-In – é uma personalidade bastante reconhecida por seu trabalho artístico. Um tanto introspectivo e cheio de mistério no que diz respeito a sua cultura, a missão de Mariana acaba se apresentando mais trabalhosa do que ela imaginava.
E tudo complica mais um pouco quando, de repente, mensagens anônimas surgem, destinadas ao fotógrafo, todas com ameaças explícitas à vida dele. No começo Joaquim e Mariana acreditam que se trata de algum hater, do tipo que late sem morder. Porém, à medida que as abordagens vão se tornando mais concretas, surgem novas hipóteses e uma possibilidade vinda do passado, lá da Coreia do Sul ainda.
Em meio a eventos literários, autógrafos, estadias em inúmeros hotéis, voos cancelados, coquetéis, discussões, nasce um vínculo entre artista e assessora que vai evoluindo para uma relação cada vez mais forte e intensa, incontrolável até. Mariana usa suas habilidades esportivas para garantir a segurança de Joaquim, mesmo que viva se colocando em risco por isso.
Nessa história ainda há espaço para referências culturais coreanas, amizades fiéis, uma família para lá de eclética e um romance de tirar o fôlego.

Gosto dos livros da Marina Carvalho, mas confesso que em um primeiro momento Um dorama para chamar de meu não despertou o interesse por causa desse título e capa. Sou bem por fora desse assunto e fiquei meio receosa em não curtir a leitura por causa disso, mas já adianto que se você, assim como eu, não for inteirado nesse universo, pode ler sem medo porque essa história é meio que uma aula sobre a cultura sul-coreana, e se você já curte doramas, acho que vai gostar de todas as referências.

A protagonista, Mariana Pena, assessora de comunicação, também era da linha "Japa é tudo igual" no que se refere aos orientais e não sabia praticamente nada da cultura sul-coreana, sua visão sobre esse assunto muda quando é escolhida para acompanhar, Joaquim Matos, fotógrafo sul-coreano na turnê de lançamento do seu livro Retratos.

Joaquim é bem na dele e Mariana pena um pouquinho para conseguir conhecê-lo melhor. Para tentar entender um pouco o jeito dele, ela mergulha em pesquisas sobre a cultura da Coréia do Sul e acaba viciada nos doramas. O que eu mais gostei nessa leitura foi de ir aprendendo um pouco sobre essa cultura. Na minha próxima ida a São Paulo, vou querer ir ao Bom Retiro e viver um pouquinho do que Mariana experimentou.

A leitura fluiu super bem, seja por esses novos conhecimentos adquiridos, pelos bons personagens que estão presentes na história, seus diálogos divertidos, pelas viagens e também pelo mistério envolvendo Joaquim. Mariana percebe que alguns acidentes envolvendo Joaquim não parecem ser acidentes.

A relação de Mariana e Joaquim vai crescendo de uma forma natural e foi bom de acompanhar, ainda mais que em turnê pelo Brasil eles passam por várias cidades e a gente se sente em casa com as partes da sessão de autógrafos, toda aquela animação para encontrar o autor. Outra coisa que gostei foi quando nas conversas palavras em coreano surgiam e a forma que Joaquim valorizava e se preocupava com o trabalho de Mariana. Dá pra entender porque ela se apaixona por ele e ele por ela, já que Mariana é uma grande mulher que não foge dos desafios que surgem no caminho.

Um dorama para chamar de meu foi uma grata surpresa, um livro gostoso de ler, que abre nosso olhar para uma outra cultura, que diverte e tem um casal bem bacana. Recomendo!

by Renata Kerolin


Resenha | Tempo de Regresso (Kristin Hannah)


Tempo de Regresso

Kristin Hannah
R$ 35,90
ISBN-13: 9788530600044
ISBN-10: 8530600045
Ano: 2019 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.
Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.


Por ter sido escrito por uma das minhas autoras preferidas, Kristin Hannah, Tempo de Regresso foi um dos lançamentos mais esperados por mim. Assim que consegui meu exemplar, ele furou a fila de leitura.

Os capítulos são alternados entre 3 personagens. As irmãs Meghann e Claire, que já foram muito próximas quando eram mais novas, mas algo aconteceu no passado que abalou a relação das irmãs e Joe, um cara que se culpa por algo e que vive como andarilho há 3 anos.

Meghann é uma advogada bem sucedida no ramo de divórcio, ela já foi casada mas por causa da infância conturbada que teve com a mãe, não acredita em casamento. Ela nunca conheceu o pai e desde pequena era a responsável pelo cuidado da sua irmã mais nova, Claire. Meghann vive em função do trabalho e critica a irmã nesse aspecto, porque ela não fez faculdade e não tem grandes ambições profissionais. 

Claire ao contrário de Meghann, conheceu seu pai e trabalha com ele. Sempre sonhou em se casar, quando descobriu que estava grávida, também descobriu que o pai da sua filha era casado. Sua filha não tem contato com o pai e Claire vivia bem assim, até que ela conhece um cara e tudo o que mais quer é casar com ele.

Vamos acompanhando a vida das duas irmãs, até que algo acontece e elas se deparam com situações que não esperavam. A relação delas é bem complicada, a conversa não é natural, a mágoa do passado está sempre presente e elas sempre interpretam mal o que a outra fala. Confesso que tinha horas que isso irritava, mas entendo que fazia parte da reconstrução dessa relação.

Os capítulos que eu mais gostava de ler eram do Joe, por causa de todo o mistério que o cercava, estava bem curiosa pra saber o que tinha acontecido para que ele estivesse naquela situação e de que maneira a vida dele ia se cruzar com a das irmãs. Gostei da forma que as histórias se conectaram.

Tinhas grandes expectativas pra essa leitura, mas diferentemente dos outros livros que li da Kristin, esse não me fez chorar, não consegui me conectar com os personagens a esse ponto. É um bom livro, gosto muito da escrita da autora, mas eu senti falta de algo que não sei explicar. Pra mim o drama das irmãs poderia ser resumido, demora muito a acontecer algo efetivamente. A história vai melhorando quando elas vão se entendendo e fica mais claro o que elas sentam uma pela outra. Esse apoio e união é bonito de ver.


By Renata Kerolin

Resenha + Sorteio | Teto para dois (Beth O'Leary)


Teto Para Dois
Tiffy e Leon dividem a cama. Tiffy e Leon nunca se encontraram.
Beth O'Leary
R$ 39,90
ISBN-13: 9788551005415
ISBN-10: 8551005413
Ano: 2019 / Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.
Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.
Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?

Teto para dois entrou na minha lista de leitura porque vi que os protagonistas iam conversar através de post-its, e eu adoro ler livros com trocas de mensagens, e-mails, cartas, mas com post-it seria a primeira vez...rs. 

Como não leio sinopse, tudo o que envolve a trama foi inesperado pra mim. Confesso que ao ver essa capa, imaginei que seria aquele romance leve, bem água com açúcar, mas apesar de tratar certos assuntos de uma forma leve, a autora não deixou de abordar temas sérios e que precisam ser debatidos.

O livro tem capítulos alternados entre os personagens Leon e Tiffy.
Leon é enfermeiro e trabalha no período noturno. O seu tempo livre é divido com a namorada (ele passa todo o final de semana na casa dela), a busca por um amor antigo de um dos seus pacientes, um idoso que que não pode viver seu amor durante a guerra, e a preocupação constante com o irmão que está preso, aguardando julgamento. Por precisar de mais dinheiro para pagar o advogado, ele decide sublocar seu apartamento, o problema é que só tem um quarto e ele vai ter que “dividir” a cama com a pessoa. No caso a pessoa escolhida poderia ficar no apartamento no período da noite a aos finais de semana, eles não podem estar no apartamento no mesmo horário. Das pessoas que demonstraram interesse por esse acordo, ele escolhe a Tiffy, mas sua namorada toma a frente da negociação porque ela não quer que Leon tenha o menor contato com a mulher com quem vai dividir o apartamento.

Tiffy precisa encontrar um novo lugar pra morar, após 3 meses do término do namoro com Justin, ele diz que ela precisa sair do apartamento. Com pouca grana para o aluguel, Tiffy encontra na proposta de Leon a solução. Apesar dela e seus amigos acharem toda a situação bem esquisita, ela decide arriscar. Tiffy é editora, se veste de um jeito fora do padrão, ela gosta de roupas estilosas e alegres (tipo a Lou de Como eu era antes de você) e está fazendo terapia. Aos poucos vamos descobrindo junto com ela, como o relacionamento que ela tinha com o ex era abusivo. Aqui a autora aborda o abuso psicológico e com a terapia Tiffy vai lembrando de momentos em que Justin mexeu com a sua cabeça, o que serve de alerta.

Outro assunto que vale a pena ser debatido, está diretamente relacionado ao meu personagem preferido, Richie, irmão mais novo de Leon. Richie está preso, e aqui a autora aborda um pouco como funciona o sistema, a falta de recursos, de um bom advogado e como tudo isso compromete uma investigação. Richie apesar de estar preso, mantém seu bom humor, na medida do possível, e era ele o responsável pelos momentos mais leves do livro e que me faziam rir.

Na troca de mensagens através de post-its espalhados pela casa, Tiffy e Leon vão criando um laço e pela forma que escrevem percebemos bem como eles tem personalidades diferentes e ficamos na expectativa de quando finalmente eles vão conversar pessoalmente. Gosto muito quando os livros abordam um bom relacionamento entre irmãos e adorava quando Leon e Richie conversavam. Tiffy é incrível e me emocionou em alguns momentos do livro, assim como fez com Leon. A autora conseguiu que certas partes do livro desse aquele quentinho no coração, assim como outras fossem bem revoltantes. Os personagens secundários, amigos da Tiffy, pacientes do Leon, também são bons personagens que agregaram na história.

Achei o começo do livro bem lento e demorei pra me envolver, e apesar de ser diferente do que eu esperava, o saldo dessa leitura foi positivo. Recomendo.


by Renata Kerolin