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Crítica | A primeira noite de crime (2018)


A primeira noite de crime - The first purge
País: EUA
Estreia: 27 de setembro de 2018 
Direção: Gerard McMurray
Elenco: Y’Lan Noel, Lex Scott Davis, Joivan Wade, Luna Lauren, Marisa Tomei.

Quando um novo partido político, o New Founding Fathers of America, ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, em que o governo incentiva as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas como estímulo, 5.000 dólares é dado para quem fica na cidade, e mais prêmios para quem participa.



Começo dizendo que em “A primeira noite de crime”, esperava chegar e encontrar um filme de terror, mas ele se distanciou totalmente e focou muito mais na ação, favoreceu bem mais os tiroteios do que os sustos esperados.

O filme conta a história da origem do Expurgo, falando sobre a primeira vez que o “evento” aconteceu. Acredito que diante da política que hoje vivemos, com esse sentimento de “anti-presidente” cercando não só os Estados Unidos como também o Brasil, nos ajuda a nos identificarmos com que o filme nos propõe, e por essa identificação o filme se torna melhor do que ele realmente é!


No começo da narrativa vemos como os Estados Unidos estão no fundo do poço, em meio a crises, pobreza e muitos crimes, fazendo assim uma analogia a tudo que anda acontecendo atualmente. E para combater esses problemas é criada a proposta do Expurgo, uma noite sem leis que permite a qualquer pessoa fazer o que quiser desde furtos até matar, e quem passar a noite na ilha ganha cinco mil dólares, dessa maneira logo um grupo social de renda baixa se interessa pelo experimento.


Quando a noite de crimes começa, e tal resultado não estava sendo o esperado pelo governo, ele lança um grupo de mercenários às ruas para iniciar uma matança e incentivar a noite de crimes. Em meio a isso tudo, vemos o traficante Dmitri, sua ex namorada Nya e Isaiah (irmão de Nya) tentando defender seu bairro desse dia e se proteger dos reais inimigos da população. 


Algumas coisas no filme são muito contraditórias, a exemplo disso posso citar umas sem dar spoilers: Vemos Dmitri que é o maior traficante de drogas local, na noite de expurgo começar como um milagre a se importar com sua vizinhança, embora tanto tenha trabalhado para ganhar dinheiro com a destruição dela através do tráfico.

Outro ponto é Isaiah que sai para expurgar, e de uma hora para outra se arrepende e fica só vagando pelas ruas sem rumo, vendo as coisas bizarras que acontecem durante a noite e ainda por cima colocar a vida da irmã em risco para salvá-lo.



O personagem Skeletor que aparece no começo do filme é muito bizarro e psicologicamente doente, prometia ser o grande vilão do filme, mas não teve atenção durante a trama, cheguei até a me esquecer dele até o final.


Um roteiro que no começo do filme fez de tudo para justificar o porquê da noite de crimes acontecer, deixou o final a desejar e muito por não ter um desfecho na proposta que o governo criou.

Para não me estender ainda mais nessa crítica digo que mesmo sendo um filme bem fantasioso e com incoerência com a realidade, A primeira noite de crime é um filme legal, pois se encaixa de maneira perfeita no caos político em que vivemos e com o sentimento de revolta da população faz com que, de certa forma, nos simpatizemos com ele, não que seja um filme político, mas devido às circunstâncias que levam o Expurgo a acontecer! 

O longa chega aos cinemas brasileiros em 27 de setembro de 2018. 

Crítica por Tycianna Araújo

Crítica | O mistério do relógio na parede (2018)


O mistério do relógio na parede
País: EUA
Estreia: 20 de setembro de 2018
Direção: Eli Roth
Elenco: Jack Black, Cate Blanchett, Owen Vaccaro, Sunny Suljic e Colleen Camp
Lewis (Owen Vaccaro), de apenas 10 anos, acaba de perder os pais e vai morar em Michigan com o tio Jonathan Barnavelt (Jack Black). O que o jovem não tem ideia é que seu tio e a vizinha da casa ao lado, Sra. Zimmerman (Cate Blanchett), são, na verdade, feiticeiros.


As adaptações de livros para o cinema não param. E hoje trago uma trama baseada no clássico infantil escrito por John Bellairs "O Mistério do Relógio na Parede”, é um misto de mistério e comédia, se passando em um mundo mágico.

No filme é contada a aventura mágica de Lewis, um garoto de dez anos que passa a morar com seu tio depois que ficou órfão. Na casa nova, Lewis fica intrigado com os acontecimentos estranhos e mais tarde descobre segredos do tio e sua vizinha, a história vai ficando ainda mais intensa a medida que o garoto vai descobrindo os mistérios que estão por toda parte na mansão.


Para os amantes de fantasia, eis um filme que merece ser assistido!

Possui a dose certa de aventura, mistério, humor e suspense, posso afirmar que surpreendeu minhas expectativas! Já estava na hora de ser lançado. 

Os personagens cumpriram bem seus papéis, nenhum se sobressaindo aos outros, e o enredo me prendeu do começo ao fim, realmente me surpreendi ao ser desvendado.


Minha ressalva é somente para o final, que foi muito rápido e fácil demais, mas gostaria de deixar um "parêntese" aqui para o fato de que a história gira em torno de uma criança de 10 anos, então é totalmente justificado suas atitudes e o final um tanto quanto "tolo".

Este é um filme infantil, sim, entretanto, O mistério do relógio na parede funciona como uma aventura leve e dinâmica, e tem tudo para agradar não somente os jovens, mas a pessoas de todas as idades.


O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 20 de setembro de 2018.

Crítica por Tycianna Araújo

Resenha | Uma dama fora dos padrões (Julia Quinn) Os Rokesbys #1

Uma Dama Fora dos Padrões
Os Rokesbys # 1
Julia Quinn
R$ 20,93 até R$ 22,90
ISBN-13: 9788580418750
ISBN-10: 8580418755
Ano: 2018 / Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia.
Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria...
Ou não.
Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.
Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso...
Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.

Tinha dito pra mim que não começaria uma série enquanto os outros livros não tivessem sido lançados, mas como vocês podem ver eu não me escutei...kkk

Como resistir a um livro da Julia Quinn e com essas capas muito gracinhas que a Arqueiro faz pra gente?

Que bom que não me escutei, porque Uma dama fora dos padrões foi uma das melhores leituras do ano e tudo bem esperar pelo próximo lançamento (e por favor que não demore muito pra ser lançado aqui, porque já quero mais dos irmãos Rokesbys)

Bom, mesmo que não tenha lido nada da Julia Quinn você já deve ter ouvido falar sobre os livros dela, porque se tratando de romance de época, ela é uma das melhores. Sua série mais conhecida é dos irmãos Bridgertons e eu amo essa família. Em Uma dama fora dos padrões a família Bridgerton está presente, eles são vizinhos dos Rokesbys (eu terminei o livro ainda com dificuldade pra falar esse sobrenome), só que a história se passa antes da série dos Bridgertons. 

Se ainda não leu nada da Julia Quinn esse livro é uma ótima escolha pra conhecer sua escrita e se deliciar com um romance divertido e se você já conhece os irmãos Bridgertons precisa se encantar também pelos Rokesbys e descobrir como surgiu o Taco da morte, um dos momentos mais divertidos da história.

Billie Bridgerton, a nossa dama fora dos padrões, é uma mulher a frente do seu tempo, cheia de atitude e que não se importa com as regras que a sociedade impõe. Ela usa calças (é melhor trabalhar assim), cuida dos negócios da família porque ama seu lar e se preocupa com as pessoas, mas sabe que por ser mulher, seu irmão mais novo, Edmund, é que vai herdar o título e a responsabilidade, mas enquanto isso não acontece, ela ajuda seu pai da melhor maneira possível.

George, por ser o primogênito, não pode, assim como Edward e Andrew, servir o exército.
Apesar de serem vizinhos, por causa da diferença de idade, George não fez parte do grupinho formado pela Billie e os irmãos Andrew, Edward e Mary Rokesbys, sendo a Billie a que mais aprontava e que tinha as ideias mais malucas.

Em uma situação inusitada, já que Billie costuma agir por impulso e não pensa nas consequências, eles se pegam conversando, a implicância de sempre continua mas algo a mais surge e uma linda relação vai sendo construída. Sério, eu amei como tudo aconteceu, diferente da maioria dos romances de época que li, nesse livro as coisas demoram a acontecer, mas cada situação foi descrita de um jeito tão perfeitinho que só tornou tudo melhor quando finalmente o casal declara o seu amor.

George foi me conquistando aos poucos, assim como conquistou a Billie, com seus gestos e palavras. Eu fui lendo esse livro aos pouquinhos porque estava sendo tão gostoso o desenrolar da história que eu queria estender o máximo possível os momentos de leitura que me faziam tão bem. Sabe aquele livro tão gostosinho de ler que deixa seu dia mais leve? Eu levava comigo durante o restante do dia a sensação boa dos momentos que passava com esses personagens.

Eu amei o Andrew, melhor amigo da Billie e irmão do George, logo que apareceu. Ele me fez rir muito, muito mesmo, e eu sempre ficava feliz quando lia o nome dele. Ele é ótimo e já quero mais!!! (Pesquisei no site da Julia e o livro dele ainda não foi lançado lá fora, originalmente é pra ser uma série com 4 livros. O segundo livro será do Edward, já estou aguardando a Arqueiro anunciar o lançamento.)

“Estamos implicando com Billie? – perguntou Andrew, alcançando-os quando chegaram ao corredor. – Porque, se estivermos, quero que saibam que estou chateado por terem começado sem mim. 
– Andrew – rosnou Billie. 
Andrew levou a mão boa ao peito, fingindo afronta. – Estou muito, muito chateado.”

Mas não era só com o Andrew aparecia que o livro ficava divertido, os diálogos de Billie e George tinham um senso de humor na dose certa.
E ao mesmo tempo que acompanhávamos a relação dos dois sendo construída, percebíamos também o amadurecimento deles. Cada um entendendo melhor os seus sentimentos, desejos e responsabilidades com relação a todos os aspectos da vida, não só o amoroso, principalmente o George que com a ajuda da Billie conseguiu compreender seu lugar no mundo.

“Ele nunca seria tão livre quanto os irmãos. A ordem do nascimento deles havia assegurado isso. George herdaria o título, a casa, a terra. A maior parte do dinheiro. Mas com o privilégio vinha a responsabilidade. Ele estava preso àquele lugar. Estava em seu sangue, da mesma forma que Aubrey Hall estava no dela.”

Billie é uma personagem adorável, aquele tipo de mulher que queríamos encontrar mais nos livros e na vida. Eu simplesmente amei esse livro. Muito mesmo. Superou minhas expectativas. Julia Quinn tem muitos livros bons, e Uma dama fora dos padrões virou o meu favorito dela. O final foi tão maravilhoso, a coisa mais linda de ler, muito amor por esse casal. Mal posso esperar pra ler os próximos da série, mesmo achando difícil algum superar esse. Recomendo demais!! Leiam e se apaixonem também pelos irmãos Rokesbys.