Resenha | Um acordo e nada mais (Mary Balogh) Clube dos Sobreviventes Livro #02

Um Acordo e Nada Mais
Clube dos Sobreviventes # 2
Mary Balogh
R$ 22,90
ISBN-13: 9788580418798
ISBN-10: 8580418798
Ano: 2018 / Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Arqueiro
Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Casar para ser livre. 
Será que é uma boa ideia? 
Bom, nesse livro Mary Balogh nos mostra que duas pessoas perdidas, cada uma ao seu modo, podem encontrar juntas o caminho certo para felicidade.

Um acordo e nada mais é o segundo  livro da série Clube dos Sobreviventes. O clube dos sobreviventes é formado por seis homens e uma mulher, e cada um tem um trauma distinto causado pelas Guerras Napoleônicas. No processo de recuperação em Penderris Hall, na Cornualha eles tornam-se grandes amigos. Não li o primeiro livro da série, Uma proposta e nada mais, mas pretendo porque adorei ver a interação do primeiro casal nesse livro e a relação de amizade dos sobreviventes quando se encontram.

A outra série de livros que a editora Arqueiro publicou da Mary Balogh, Ligeiramente dos irmãos Bedwyns, é maravilhosa. É minha série preferida de romance de época e por esse motivo estava com boas expectativas para essa leitura. 

Mary me ganhou na forma simples que conduz a história, que não tem grandes acontecimentos externos, mas que trabalha muito bem os internos. Foi bom acompanhar o amadurecimento e a superação dos personagens.

Vincent Hunt, Visconde Darleigh ganhou o título quando era jovem após a morte do seu tio e primo. Ele sempre foi ativo e aprontava muito na infância, sua passagem pela guerra foi curta porque logo ficou cego, após sua recuperação na Cornualha ele vai para casa que herdou do tio, mas sua família já não o vê com os mesmos olhos. Sua mãe, vó e irmãs o cercam de cuidados não o deixando livre para tomar suas próprias decisões. Por um bom tempo ele permite isso, mas quando elas decidem que chegou a hora dele casar e querem escolher a sua esposa, ele chega no limite de seguir o que elas impõe e foge. Muito maduro neh!?

Sophia Fry é conhecida como Ratinha. Por esse apelido dá pra imaginar que ela vive pelos cantos, só observando e sem querer ser notada. Sua alto estima é baixíssima em grande parte pela maneira que foi tratada por sua família. Sua mãe a abandonou quando era criança, seu pai viciado em jogos nunca proporcionou uma vida estável pra filha e ainda era mulherengo, acabou sendo assassinado por um marido traído. Um escândalo para família. Sophia ficou aos cuidados de uma tia que que quando viu sua aparência disse que era uma causa perdida (todos achavam que Sophia parecia um menino, por ser baixa, magra, ter cabelos curtos e estar praticamente vestindo trapos) após a morte dessa tia ela foi morar com a outra que era ainda pior, nem o nome da Sophia chegava a falar. Ela era tratada na casa pior do que os empregados. E após 2 anos morando na cidade, poucos sabiam a que família pertencia.

“E era cedo demais para pensar no futuro de longo prazo que ele oferecera de forma tão impulsiva. Sempre era cedo demais. O futuro tinha o hábito de nunca ser como o esperado ou o planejado. Mas o futuro cuidaria de si mesmo.”

Quando Sophia é expulsa de casa, Vincent propõe que eles se casem, com relutância Sophia acaba aceitando, mesmo achando que o Visconde não tem nada a ganhar com isso e daí surge uma união já destinada a ter um fim, mas ela não poderia estar mais enganada. Vincent ganha tanto com a presença da Sophia na sua vida e ela, além de todas as coisas que o dinheiro pode comprar, ganha amor e confiança. É lindo de ver. 

Ah, uma das coisas que mais gostei nessa história é a maneira que a cegueira de Vincent é abordada e como ele leva a vida com bom olhos, fazendo piadinhas sobre sua condição e mostrando que apesar da sua limitação é capaz de conduzir sua vida e fazer tudo o que deseja.

“Nas nossas fraquezas, talvez possamos encontrar forças.”

Outro ponto que quero destacar é a presença do cão guia na história o que despertou o meu interesse em pesquisar quando surgiram. De forma mais representativa foi na época da Primeira Guerra Mundial, sendo um médico alemão, Dr. Starlling, o precursor da ideia e em 1916 foi criada a primeira escola de cães-guias. Uma das falas mais lindas do livro é relacionada a presença de um cãozinho e com certeza agora eu verei os cães-guias de uma maneira bem mais bonita.

Esse foi o primeiro livro que li com um protagonista cego e foi uma experiência diferente viver a vida como o Vincent, em alguns momentos da leitura eu só via escuridão, em outros ouvia a descrição das paisagens e dos acontecimentos através dos olhos da Sophia e eram trechos muito bonitos.
Leitura mais que recomendada para quem gosta de um bom romance com uma história de superação e  evolução do nosso eu. Aguardando o próximo lançamento para reencontrar esse casal tão querido e ter mais dos outros personagens do clube dos sobreviventes.

Resenha por Renata Kerolin

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Um comentário

  1. Oi Dana, oi Renata, tudo bem?
    Eu gostei mais desse segundo livro do que do primeiro. Os protagonistas, na minha opinião, são mais cativantes e possuem uma química mais palpável.
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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