Resenha | O menino que comeu uma biblioteca (Letícia Wierzchowski)

O menino que comeu uma biblioteca
Letícia Wierzchowski
R$ 29,10 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788528623758
ISBN-10: 8528623750
Ano: 2018 / Páginas: 280
Idioma: português 
Editora: Bertrand Brasil

Novo livro da autora best-seller de A casa das sete mulheres.
Em uma estância no interior do Uruguai, no fim dos anos 1930, Eva, uma menina de família muito simples criada pela avó severa, gosta de brincar com as cartas do tarô, embora nunca acerte nada de verdade. Até que um dia, em uma tarde quente de verão, ela vê a imagem de um menino loiro, em um gélido dia de inverno muito longe dali.
Jósik Tatar leva uma vida comum na pequena aldeia de Terebin na Polônia. Jósik é filho único, e muito ligado ao avô, o professor Michael Wisochy, um apaixonado pelos livros, que transformou sua pequena casa em biblioteca, regendo seus dias pela prosa de Conrad, Tolstói, Henry James, Shakespeare e outros grandes nomes da literatura. Desde pequeno, Jósik ama os livros e passa tardes inteiras na casa do avô, perdido entre romances e aventuras fantásticas.
Quando a Segunda Guerra Mundial eclode e a Polônia é invadida pelos nazistas, a vida pacífica de Jósik e de Michael é brutalmente interrompida — forçando o menino a vender os amados livros do avô para sobreviver — e, então, um desenrolar de acontecimentos trágicos muda para sempre seu futuro.
Do outro lado do mundo, Eva, que passou a acompanhar nos arcanos os infortúnios de Jósik sem ter como ajudá-lo, vai crescendo como ele, lutando também para mudar seu próprio destino, marcado pela falta de perspectiva e pela tristeza.
Juntos, Eva e Jósik nos contam essa fábula sobre a guerra, a literatura e o amor.


A vontade de ler O menino que comeu uma biblioteca veio por causa do título. A capa também é um encanto e quando comecei a ler vi que ela retrata bem alguns elementos presentes na história. Ela ficou belíssima. 
Esse é o primeiro livro que leio da autora Letícia Wierzchowski, que é conhecida por sua obra A casa das sete mulheres.

Logo nas primeiras páginas já estava encantada com a sua narrativa poética. 
O que Eva, uma garota que mora no Uruguai, tem de mais precioso são as cartas de tarô da avó, que ela pega pra brincar escondida e é através dessas cartas que ela tem o primeiro contato com Jósik, um garoto que mora na Polônia.

Jósik é filho único e desde pequeno foi alimentado com histórias contadas pelo avô, Michael, um homem que ama os livros ao ponto de ter uma biblioteca em casa e se livrar dos móveis para ter mais livros em casa. Já Eva vai ter contato com livros e ama-los bem mais na frente.

A história não é narrada de forma linear, logo no início sabemos de algumas coisas que vão acontecer. Eva começa a contar as coisas e se adianta, antecipa acontecimentos, mistura narrativas, é gostoso ler as coisas assim. A vida dela está ligada a de Jósik, ela acompanha tudo o que passa com ele e a sua família. E também ficamos sabendo o que se passa na vida dela até que finalmente chegue o dia dos dois se encontrarem. 

"Uma mulher que espiava o futuro nas cartas de tarô talvez pudesse acreditar num passado mirabolante como o meu.Num fantasma teimoso como o velho Michael.Numa aldeia que já não existe mais.Num menino que lia livros como quem respirava, enquanto o mundo se desfazia lá fora..."

Mas antes desse encontro acontecer, eles passam por bastante sofrimento, vida de Eva não é fácil mas nem se compara a de Jósik, que vê sua vida boa e tranquila em meio aos livros com o avô ser interrompida por causa da Segunda Guerra Mundial. São anos difíceis para ele, que se vê obrigado a vender os bens mais preciosos do avô para poder comer.

"Nunca imaginei que meus livros adorados iriam parar na barriga do meu neto. Mas os fins justificam os meios..."

Apesar de retratar um período real e horrível, ainda é possível ver beleza em meio a guerra. Jósik se apaixona e vive as emoções do primeiro amor, percebe o quanto o amor por algo e alguém pode ser forte e ir contra tudo o que parece lógico, isso ele aprende com o avô, que continua ao seu lado durante essa dura caminhada que é a sua vida.

Indo e vindo no tempo, vamos sabendo as coisas que Jósik teve que enfrentar e suportar para sobreviver a guerra, conseguisse deixar o seu país e enfim chegasse no Uruguai.

Os livros são de extrema importância para essa história e muitos autores e obras são mencionados. Os livros alimentaram Jósik das mais diversas formas e permitiram que o avô estivesse sempre com ele.
Todo início de capítulo tem uma carta de tarô que dava uma direção para o que seria apresentado nele. Achei isso bem legal.

O menino que comeu uma biblioteca é um livro pequeno que encanta pela narrativa, mas em algumas partes achei repetitivo, porque certos acontecimentos foram mencionados mais de uma vez. Gostei de descobrir uma nova autora brasileira e pretendo ler outros livros dela porque gostei da maneira que escreve.

Recomendo para quem gosta de livros sobre guerra e que também goste de um pouco de fantasia, de coisas sobrenaturais.

Por Renata Kerolin

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